Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 20/05/2018
O período da juventude é uma fase de descobrimento e de novas experiências, diante desse pensamento muitos jovens têm iniciado uma vida sexual muito cedo, sem terem o conhecimento de suas consequências e a orientação necessária para tais práticas. Perante o exposto, medidas devem ser tomadas para a prevenção da gravidez precoce no Brasil.
De acordo com dados oficiais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 26,8% da população sexualmente ativa iniciou sua vida sexual antes dos 15 anos de idade no Brasil, isso por motivos educacionais, econômicos e sociais. A gravidez precoce atinge a parcela da população brasileira mais desprovida de instrução, que sem percepção e experiência adentram em uma vida adulta despreparados. É lamentável que ainda no século XXI parte dos cidadãos sofram por desamparo instrucional.
A idade em que a maioria dos jovens ativam a sua vida sexual coincide com a mesma faixa etária de alunos que estão cursando o ensino médio, que expõe a escassez do ensino sobre o exercício da sexualidade e sobre a vida reprodutiva. Perante isso, a carência de ensino sexual tem contribuído tanto para o aumento dos índices de gravidez na adolescência quanto para o aumento de gravidez indesejada nas jovens.
Portanto, evidentemente, medidas são necessárias para resolver esse problema. Cabe ao Ministério da Educação criar um projeto para ser desenvolvido nas escolas o qual promova palestras instrucionais a respeito da educação sexual, preparando os adolescentes para a vida sexual de forma segura, chamando-os à responsabilidade de cuidar de seu próprio corpo e conscientiza-los sobre os desafios futuros caso ocorra uma gravidez, seja ela indesejada ou não.