Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 20/05/2018

A cultura do casamento precoce, fortemente presente por décadas no Brasil, possibilitava a gravidez precoce de muitas jovens na fase da adolescência. Tal problema mantém-se até os dias atuais, todavia proporcionado por outros fatores resultantes de uma ineficiente estrutura familiar e estatal.

A introdução de novos contraceptivos proporcionou melhoria na qualidade de vida dos brasileiros, todavia, existem milhares de pessoas sem acesso a essas informações, tais como os adolescentes e, principalmente, aqueles que habitam em áreas mais pobres. Apesar das constantes campanhas, essa população tende ao desamparo da educação e saúde pública, viabilizando a propagação de doenças e concepções de alto risco em jovens de 10 a 20 anos. Pesquisas recentes revelam que a cada 5 bebês nascidos, 1 é de mãe adolescente, reforçando o desamparo para com esse grupo, no qual inúmeros relatos de gestantes dizem nunca ter conhecido os métodos contraceptivos ou não saberem usá-los corretamente.

Atrelado à ineficiência dos serviços públicos, a família, grupo social de fundamental importância para a construção do indivíduo, vem desgastando suas relações afetivas com o passar dos anos, no qual os pais tendem a trabalhar mais e permitir maior liberdade aos filhos como recompensa pela sua ausência. Além disso, o constrangimento entre pais e filhos em dialogar sobre gravidez e afins, torna o jovem adolescente sem as adequadas orientações e expostos à apelação midiática do sexo, resultando em uma banalização do assunto e gestações indesejadas frutos da “brincadeira”.

Portanto, faz-se necessário maior atuação familiar na educação sexual de crianças e adolescentes, nos quais essa deverá estreitar as relações afetivas, dialogando frequentemente e mantendo-se presente e interessado na vida dos filhos, de forma a garantir sua correta construção consciente e cidadã. Já ao Governo, cabe o dever de instaurar melhores campanhas a respeito da gravidez e métodos contraceptivos, no qual a prioridade deverá ser as escolas e zonas de maior pobreza. Utilizaram de agentes da saúde para levar tais informações às pessoas e a mídia para divulgar sobre o assunto. Desse modo, os casos de jovens grávidas tenderão a diminuir, favorecendo a vivencia de uma juventude brasileira saudável.