Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 21/05/2018

É indubitável que, em pleno século XXI, o índice de gravidez na adolescência esteja crescendo cada vez mais. No Brasil, todos os direitos do cidadão são assegurados pela Constituição Federal. No entanto, é evidente que as jovens, principalmente de baixa renda, encontram dificuldades de atendimento no período da gestação. Sendo assim, para reverter esse quadro, faz-se necessária uma parceria entre as escolas e o Estado.

Em primeiro lugar, referindo-se à gravidez, a falta de informações pode ser considerado um fator negativo. De maneira análoga, em muitas famílias não ocorre o diálogo sobre a educação sexual, e nas escolas, diversas vezes, este assunto nem chega a ser mencionado. Destarte, o número de gravidez precoce continua crescendo, haja vista que, segundo a Organização Mundial da Saúde, a cada mil brasileiras entre 15 e 19 anos, 68 já tiveram um filho.

Além disso, é importante ressaltar que a gestação prematura pode causar riscos à saúde da mulher. Similarmente, por muitas vezes serem de baixa renda, elas tendem a procurar assistência nos hospitais públicos, locais onde há maior falta de investimento. Dessa forma, elas não recebem atendimento qualificado e nem acompanhamento pré e pós-parto.

Em virtude dos fatos mencionados, torna-se fundamental uma ação conjunta entre as escolas e o Estado. De acordo com John Locke, a mente da criança é uma tela em branco a ser preenchida. Dessa forma, cabem às escolas oferecerem palestras, ministradas por psicólogos, que discutam sobre a importância dos jovens se prevenirem nas relações sexuais, com o fito de evitar não somente a gravidez, como também doenças transmissíveis. Ademais, é imprescindível que o Estado ofereça recursos necessários para investir nos hospitais públicos, com verbas e medicamentos, garantindo assim, a saúde dos adolescentes. Logo, poder-se-á afirmar que a pátria educadora oferece mecanismos exitosos para amenizar os casos de gravidez precoce no Brasil.