Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 20/05/2018

A sociedade brasileira se modernizou,as mulheres vislumbraram diferentes perspectivas de vida.No entanto,tais avanços não impediram que, apesar da divulgação da existência de métodos contraceptivos,a cada ano mais jovens engravidassem precocemente.Desse modo,de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS),a cada cem gestações,65% são entre 14 e 15 anos.Dessa forma,é de grande importância amenizar essa situação,marcada seja pela falta de diálogo com os pais,seja pela banalização do sexo pela mídia.

A priori,a falta de educação sexual é o principal fator para a permanência do problema.Assim,segundo a Psiquiatra e Sexóloga,Carmita Abdo,a melhor educação é aquela que se desenvolve no núcleo familiar.Desse modo,observa-se que a ausência do diálogo entre pais e filhos tem como consequência jovens com vida sexual ativa sem o mínimo de informação.Por conseguinte,acarreta abandono escolar e perpetuação dos ciclos de pobreza,desigualdade e exclusão.

Nesse ínterim,nota-se que a banalidade do sexo nos meios de comunicação de massa demonstra que o ato sexual é uma prática comum e sem riscos.Dessa maneira,parafraseando Durkeim,como o indivíduos tende a aprender a partir da convivência,os jovens ao verem essa exposição exacerbada do sexo,agem sem pensar nas consequências, como a gravidez precoce e as doenças sexualmente transmissíveis.

É necessário,pois,que o Governo investia no controle das matérias veiculadas na mídia, a fim de minimizar essa influência sobre os jovens no que tange à sexualidade e à gravidez.Ademais, o Ministério da Educação, juntamente com o Ministério da Saúde, devem promover palestras no âmbito escolar, que inclua pais e alunos, de modo a levar informação e conhecimento sobre a importância de conversar sobre diversas temáticas na família,como as responsabilidades do ato sexual e explicar sobre o uso dos métodos contraceptivos. Portanto, mitigar-se-á a situação de gravidez precoce no Brasil.