Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 21/05/2018

Durante muito tempo na história da humanidade, o corpo social sempre esteve marcada por uma família patriarcal, em que o homem, por excelência, era a “espinha dorsal” de uma sociedade, enquanto que às mulheres tudo era proibido, desde que não se destinasse à procriação e o cuidado com a prole. Hodiernamente, alguns resquícios dessa herança histórica ainda estão enraizados em algumas famílias, mas no que tange o processo de gravidez, principalmente na adolescência, a situação de exclusão e preconceito está aumentando gradativamente nos últimos anos, por representar desvantagens sociais potenciais na cultura da sociedade em que se vive, assim como um amplo problema de saúde pública que precisa essencialmente ser combatido.

Na obra “Dom Casmurro”, o realista Machado de Assis afirma que em cada adolescente há um mundo encoberto, um almirante e um sol de outubro; Tomando como referência a ideia do autor, torna-se evidente que cada jovem apresenta constantes modificações emocionais, físicas e cognitivas, refletindo assim, os resultados de uma socialização desejada pelo indivíduo. Nessa lógica, é evidente que uma gravidez não planejada entre os jovens, fomentam a interrupção do processo de escolarização, aumentando assim, os índices de evasão escolar, bem como as dificultados de inserção profissional; essas implicações levam as genitoras adolescentes e os filhos a passarem por situações de risco social, que dificultam seu pleno desenvolvimento e sua autonomia.

Vale ressaltar, também, que a gravidez não pode ser vista como uma realidade imutável, mas antes como resultado de um processo social e cultural, que implica um grave problema de saúde pública, pois revela um alto risco de mortalidade materna e infantil, e acarreta a depressão, pois é um momento de afloramento da baixo autoestima; e o baixo índice de informações também aumentam o número das DSTs. Desse modo, torna-se evidente o qual importante é a implantação de mais práticas educativas e de exercício assistencial, que contribuam para atenuação desse problema na sociedade brasileira.

Logo, medidas urgentes são necessárias para a mitigação desse cenário. É fundamental, portanto, que o Ministério da Saúde atue na criação de mais projetos de política públicas de prevenção e cuidado com a saúde, aperfeiçoando informações sobre a saúde sexual dos adolescentes, voltado primordialmente para a gravidez nessa fase da vida, bem como o fácil acesso aos métodos contraceptivos. Outra medida pertinente seria a disseminação desses conhecimentos, por parte de um profissional habilitado, nos ambiente escolar, acrescentando mecanismos que ajudem nas decisões corretas dos jovens, visto que algumas familiares ainda tem receio de conversarem sobre o tema em casa. Então, espera-se promover uma melhora nas condições educacionais e sociais desses jovens.