Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 19/05/2018

Na série britânica “Skins”, a personagem Jal Fazer, uma adolescente, engravidou durante o ensino médio e, depois de vários questionamentos próprios e recorrendo ao aborto, a jovem continuou a viver sua vida normalmente. No entanto, a realidade hodierna brasileira é diferente. A falta de acesso a informações faz com que o destino de mulheres grávidas precocemente, em casos mais extremos, seja fatal.

Pelo o fato de o assunto ser considerado um tabu, a discussão sobre gravidez precoce é escassa e isso, indubitavelmente, gera problemas. Devido à falta de conhecimento sobre métodos contraceptivos, um demasiado número de jovens engravida; a partir disso, ao buscarem o aborto em um país em que tal ato é proibido, as adolescentes se submetem a processos abortivos clandestinos. Estes são extremamente arriscados, levando a mulher a óbito em grande parte dos casos.

Segundo o G1, a taxa de jovens grávidas no Brasil teve diminuição nos últimos dez anos, mas ainda tem sua taxa maior em relação a outros países na América Latina. De acordo com o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), o Brasil tem a sétima maior taxa de gravidez adolescente da América do Sul, com um índice de 65 gestações para cada 1 mil meninas de 15 a 19 anos. Com isso, uma das principais causas da morte entre adolescentes e jovens de 15 a 24 anos nas Américas, é a mortalidade materna.

Segundo o filósofo Immanuel Kant, “o ser humano é aquilo que a educação faz dele”, portanto, é necessário que o Ministério da Saúde promova palestras nas escolas sobre educação sexual. Faz-se necessário também que nas instituições escolares, além de palestras, haja aulas constantes sobre tal assunto supracitado. Ademais, é importante que o Governo Federal, além de dar apoio financeiro às famílias sem condições de bancar jovens grávidas, disponibilize verbas aos postos de saúde para que estes distribuam, gratuitamente, métodos contraceptivos à população carente.