Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 20/05/2018

Investimentos estatais básicos permitem promover dignidade civil aos mais diversos grupos sociais. Porém, contrariando a sofisticação de um discurso legal que em tese assegura essas chances, o aumento no número de casos de gravidez na adolescência no Brasil mostra-se cada vez mais agravante, o que se deve a fatores como a desinformação com relação aos métodos contraceptivos e seus usos e falta de diálogo franco com a família.

No Brasil, segundo dados do DATASUS, 1 em cada 5 crianças nascidas no país é filha de jovens entre 10 e 19 anos. Tal dado contraria a ideia de que  apenas o fato de haver maior disponibilidade de conhecimento a respeito de métodos contraceptivos  e em certa medida um mais fácil acesso a eles é o suficiente para se evitar a gravidez precoce. Atualmente as meninas tem muito mais informação sobre as doenças sexualmente transmitidas nas aulas de educação de saúde na escola do que sobre prevenção de gravidez. Isso faz com que elas não tenho noção de o quão fácil é engravidar, aumentando o número de adolescentes gravidas.

Analisando de forma sociológica, a família é uma instituição primaria de socialização, onde o individuo estabelece relações de afeto e dão início ao seu processo de educação e socialização, assim o ambiente familiar é de fundamental importância para transmitir conhecimento aos jovens e provocar mudanças em sua atitude. Porém, para muitas famílias é embaraçoso conversar com seus filhos sobre sexo e elas acabam optam por deixar que  professores e médicos forneçam informações sobre isso, outros pais acreditam que conversar sobre isso incentiva-os a iniciar sua vida sexual. Mas, na verdade, instrução por parte dos responsáveis é  uma das melhores ferramentas para se evitar a gravidez precoce.

Evidenciam-se, portanto, significativas dificuldades para a diminuição nos casos de gravidez na adolescência. A fim de efetivar o controle de tal fenômeno social, secretarias municipais e estaduais de educação devem oferecer palestras para jovens e suas famílias de como conversar e lidar com tal assunto, em  diferentes escolas por meio de ONGs que tenham experiência comprovada nesse cenário específico de conscientização. Aumentando assim as chances de se alcançar uma cidadania pragmática e realmente legitíma e plural.