Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 19/06/2018

Desde o iluminismo entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa a gravidez na adolescência em evidência, no Brasil, hodiernamente percebe-se que essa prática é constatada na teoria e não desejavelmente na prática e a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país, seja pela falta de diálogo familiar, seja pela sexualidade tratada como tabu. Nesse sentido, convém analisar as principais consequências de tal postura negligente para sociedade.

Paralelamente, quando se observa o impasse é necessário destacar como um relevante agente, a concepção arcaica do sexo na sociedade, pois infelizmente ainda existe um número significativo de pessoas que não se sentem a vontade quando o tema é de fato abordado. No entanto, tais práticas só tendem a retroceder intelectualmente a concepção machista, limitando o acesso de respostas a possíveis duvidas e aumentando gradativamente o percentual de casos de gravidez na adolescência.

Outrossim, de acordo com Durkheim, o fato social consiste na maneira coletiva de agir e de pensar, dotada de exterioridade, coercividade e generalidade. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que, se uma criança cresce em uma família na qual o diálogo sobre sexualidade e prevenção não são abordados, esse mesmo indivíduo crescerá em um ambiente conflituoso, tendo que conviver obrigatoriamente com bastantes incertezas. Em consequência, terá de recorrer a outras fontes de informações, muitas vezes arriscadas, podendo ocasionar a gravidez indesejada por falta de uma orientação correta, que deveria ser proveniente do meio familiar.

É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem a construção de um mundo melhor. Destarte, o Governo em parceria com o Ministério da Saúde deve aprimorar campanhas, no ambiente escolar e postos, a favor do uso de contraceptivos tendo em vista, a prevenção e saúde da mulher, reduzindo  gradativamente o percentual de 46 nascimentos para cada 1 mil meninas e eliminando a vergonha sobre o ato de apenas debater sobre o assunto, que é recorrente sobre muitos jovens. Ademais, é imprescindível que os país usem do diálogo a favor da boa comunicação sobre o sexo desde cedo, para que façam a orientação e acompanhamento médico necessário, com métodos preventivos que sejam eficientes, e consequentemente o tabu seja  eliminado pela sociedade.