Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 19/05/2018

O jornal do comércio de Manaus publicou um anúncio em que uma jovem de dezoito anos, já mãe de duas filhas, dizia estar gravida mas não queria a criança. Ela a entregaria a quem se dispusesse a pagar sua ligação de trompas. A gravidez na adolescência pode trazer consequências econômicas e sociais para a saúde da mãe e do filho.

Em primeiro lugar, deve-se ressaltar que a maioria das adolescentes que engravida abandona os estudos para cuidar do filho, o que aumenta os riscos de desemprego e dependência econômica dos familiares, esses fatores contribuem para a perpetuação da pobreza, baixo nível de escolaridade, abuso e violência familiar, tanto à mãe como à criança.

Deve-se lembrar também que mortes na infância é alta em filhos nascidos de mães adolescentes, a falta de apoio e de acompanhamento da gestação pré-natal contribuem para que as adolescentes não recebam informações adequadas em relação à alimentação materna apropriada, importância da amamentação e vacinação da criança. Isso tem grandes riscos para a saúde da criança gerando até risco de vida, sendo uma das principais causas de morte materna.

Portanto, a melhor forma de evitar a gravidez na adolescência é se informando adequadamente, sobre métodos anticoncepcionais é conhecer próprio corpo e do parceiro antes de começar a vida sexual, também é importante que a Organização Mundial de Saúde (OMS), por meio de propagandas televisivas ou não passe a cada vez mais a informar sobre o assunto, assim evitando problemas econômicos e sociais.