Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 18/05/2018

“Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. A frase, do filósofo e educador Paulo Freire, exprime a ideia de que esses dois fatores citados são apresentados como uma extensa linha tênue donde é perceptível a dificuldade de separá-los. Analisando esse conceito atrelado à contemporaneidade, nota-se que a gravidez na adolescência é um problema socioeconômico bastante evidente que está relacionado à inúmeros fatores como localização, renda e a educação não apenas sexual, uma vez que desacompanhada tem se apresentado como insuficiente, mas também escolar visto que muitas mulheres que ascendem profissionalmente e que tiveram uma base escolar e acadêmica bem consolidada não veem a gravidez como prioridade, usando assim de todas as formas para evita-la.

Somado a esse panorama tem-se outros elementos a serem analisados como, a educação sexual disponibilizada nas escolas que consiste apenas em explicar anatomicamente como engravidar e o que ocorre durante e posteriormente, por conseguinte muitos jovens sentem falta da devida atribuição de atenção dada a métodos para evitar a gravidez. Em muitos casos, a partir da sexta série esse tipo de ensinamento ainda é considerado precoce, porém se for bem analisado depois de dois anos já na oitava série que corresponde à idade de 15 anos muitos jovens já iniciaram suas atividades sexuais, portanto, a educação sexual na escola faz-se necessária visto que muitos pais evitam falar desse assunto porque acreditam que o assunto incentivará à prática.

Em consequência disso, o resultado desse processo é uma parcela da sociedade que enfrentará problemas relacionados à carreira profissional, uma vez que algumas jovens não concluíram o ensino médio, da mesma forma que não ingressarão em uma universidade e futuramente terão empregos informais. Em certas exceções jovens conciliam a vida materna e profissional ascendendo de forma perceptível, mas essa não é a realidade de todas. Destarte, a educação sexual unida à vida acadêmica bem consolidada são ótimos métodos de minimizar a gravidez na adolescência, porém é necessário reconhecer a situação do país donde meritocracia não esta em jogo e o pobre na maioria das vezes não tem opções de ter uma vida acadêmica bem estável.

Dessa forma, é indubitável a existência dessa problemática tão evidente na sociedade e sua multifatorialidade tornando difícil de ser resolvida e possui apenas medidas paliativas. Portanto, devem ser feitas palestras e campanhas impressas e distribuídas pelo Ministério da Saúde em todos os Estados e posteriormente nos municípios em centros de convivência disponível para todos os públicos, com o intuito de alertar as dificuldades contínuas da gravidez na adolescência.