Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 18/05/2018
O elevado índice de gravidez na adolescência evidencia que o Brasil encontra-se em um período de distorção de valores e preceitos morais, que afetam os direitos humanos. Desde a sociologia, com a teoria do fato social de Emile Durkheim, até a constituição de 1988, que garante direitos sociais, vê-se a sociedade em conjunto a serviço das causas sociais. Desse modo, é notório que a gravidez na adolescência é um problema que abrange toda a população, ocasionado pela falta de instrução e educação social e desencadeando uma maior mortalidade materna.
Atualmente, a vida sexual dos jovens começa mais cedo do que anos atrás. No entanto, a educação sobre o sexo ainda é pouco explorada devido ao receio criado sobre o assunto. A maioria dos adolescentes engravidam precocemente devido à falta de conhecimento sobre a necessidade de evitar a gravidez, pois os pais preferem não abordar o tema. Assim como Durkheim abordou, o fato social é a maneira coletiva de agir, sendo assim se os jovens não são instruídos tendem a adotar os comportamentos errôneos desencadeando gravidez precoce e indesejada. Assim, é notório que o protótipo criado sobre o tema sexual resulta na falta de diretrizes em prol de uma sociedade mais ajustada em relação à gravidez na adolescência.
Nesse âmbito, vê-se que a mortalidade materna é maior em adolescentes. O corpo da menina ainda está amadurecendo na adolescência e, comparando com uma mulher adulta, ainda não é apto para gerar uma criança. Assim, as adolescentes precisam de um acompanhamento diferenciado na gravidez pois as necessidades não são as mesmas. Além disso, a gravidez, na adolescência é, na maioria das vezes, indesejada, levando as jovens a abortarem, colocando em risco a própria vida. Diante disso, vê-se que os fatos rompem com a harmonia proposta pelos direitos sociais de educação e proteção para maternidade Constituição de 88.
É pertinente, logo, concluir que a gravidez na adolescência é um problema e há imprescindibilidade de mudar os paradigmas dessa problemática. Dessa maneira, faz-se necessária a aquisição de novos valores, através de oficinas educativas e plataformas digitais, a exemplo do Facebook e Twitter, efetuadas pelos órgãos municipais e estaduais, a fim de transmitir uma educação sexual e maneiras de se prevenir uma gravidez. Outra medida plausível seria a criação de projetos sociais nas emissoras abertas de televisão, direcionados para pais e mães com o apoio Ministério da educação, para instruir a forma como o tema sexual pode e deve ser abordado. Desse modo, é primordial a diligência de toda a sociedade brasileira para adquirir as modificações necessárias. Parafraseando Immanuel Kant “Toda mudança para melhor depende exclusivamente da aplicação do nosso próprio esforço”