Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 27/07/2018
Na série, A vida secreta de uma adolescente americana, a jovem Amy se encontra desalentada após descobrir está grávida aos 15 anos. Fora da ficção a realidade não é outra, no Brasil, segundo pesquisas realizadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a cada cem gestações, sessenta e cinco são de garotas entre 14 e 15 anos de idade. Nesse caso, deve-se analisar como a ausência da educação sexual e a influência da mídia contribuem para permanência dessa problemática.
A falta de educação sexual é o principal fator para a permanência do problema. Segundo a psiquiatra e criadora do Programa de Estudos em Sexualidade da Universidade de São Paulo, Carmita Abdo, a melhor educação é aquela que se desenvolve no núcleo família. Desse modo, o melhor seria que os pais conversassem com seus filhos, mas por não se sentirem à vontade ou habilitados para isso, acabam passando essa função para a escola. Como consequência, cada vez mais os jovens começam a vida sexual com o mínimo de informação.
Além disso, nota-se, ainda, que existe uma alta quantidade de conteúdo sexual veiculado pela mídia. Em razão disso, cada vez mais cedo os jovens estão tendo contato sexual.Segundo pesquisas realizada pela USP, os adolescentes estão iniciando na vida sexual aos 14 anos de idade. No entanto, a falta de maturidade e banalização do sexo pela mídia, que mostra que a prática não traz nenhum resultado negativo, faz com que eles não se previnam. Como resultado, percebe-se um aumento dos casos de gravidez precoce e doenças sexualmente transmissíveis.
Dessa forma, medidas se fazem necessárias para resolver a problemática. O MEC deve implantar nas escolas de ensino médio palestras sobre educação sexual, para pais e filhos, que serão ministradas por professores capacitados com intuito de alertar os pais sobre a importância do diálogo em casa e os jovens sobre os perigos que o sexo desprotegido pode trazer. Dessa forma, tornando a gravidez precoce quase que nula.