Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 20/05/2018
Na Grécia antiga a obrigação das mulheres era ter filhos e cuidar do lar, mas na contemporaneidade, com as informações, as mulheres ganharam uma maior autonomia e estão deixando mais tardio a vinda dos filhos. No entanto, nas camadas mais pobres, devido a desinformação, é notório inúmeras adolescentes grávidas. A falta de educação nessas camadas tende a fazer com que esse cenário venha a se repetir, tornando necessário a tomada de medidas que possam reduzir essa realidade.
Assim como afirma o filósofo Immanuel Kant ‘‘O ser humano é aquilo que a educação faz dele." Análogo a esse pensamento é possível afirmar que as camadas mais suscetíveis a essa problemática são aquelas que a educação não é dada como prioridade. Em 2014, só na região de Ribeirão Preto de 17.737 mulheres que se tornaram mães 2.425 tinham entre 15 até 19, o que mostra um número elevado de adolescentes grávidas.
Segundo Wiliam Shakespeare ‘‘Os velhos desconfiam da juventude porque foram jovens." Diante dessa ótica, é possível analisar uma sociedade em que os adultos não falam sobre sexo com mais jovens, pois temem que isso possa despertar-lo ainda mais a essa prática. No entanto, Séneca já afirmava que a educação influencia sobre toda a vida. Portanto, sem a falta de educação pelos pais os jovens podem gerar consequências para vida inteira: a gravidez precoce.
Logo, medidas são necessárias para resolver o impasse. O Ministério da Educação em parceria com as Secretarias de Saúde devem realizar palestras ministrada por médicos e psicólogos que envolvam a discussão entre os pais e os filhos sobre o tema da gravidez precoce para que possa quebrar esse tabú e tornar os pais mais encorajados sobre esse assunto e os adolescentes menos suscetíveis a essas consequências. Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda", Paulo Freire