Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 20/05/2018

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, a gravidez precoce geralmente se deve á cultura, pobreza, e a dificuldade do acesso a métodos contraceptivos,podendo ter consequências graves na saúde da gestante,do bebê, e no futuro de ambos.Entretanto, mesmo com tantos fatores de riscos, o Brasil têm a gravidez na adolescência acima da média latino-americana de acordo com a ONU. Nesse contexto deve-se analisar como a desigualdade econômica e a ausência de educação sexual contribuem para que 68,4% a cada mil nascimentos no Brasil ser resultado de uma gravidez precoce.

A pobreza em alta no país é um dos principais fatores para o número de adolescentes grávidas. Isso acontece porque a pobreza familiar influencia na visão de perspectivas de um futuro, que pelas condições, as meninas não enxergam um futuro além da maternidade. Três a cada cinco bebês que nascem no Brasil, as mães não trabalham e nem estudam; sete em cada dez são afrodescendentes e aproximadamente a metade mora na região do Nordeste. De acordo com o UNFPA, 40% das meninas que são mães com menos de 19 anos abandonam a escola. Em decorrência da desigualdade, as meninas de baixo status econômico sofrem mais, esse contraste torna o acesso a saúde ainda mais difícil e resulta num número crescente de adolescentes grávidas, sem ter feito nenhum pré-natal, com risco de ter filhos com a saúde mais frágil, e de caírem na pobreza extrema.

Atrelada a omissão familiar,e a ausência da educação sexual nas escolas e diálogos sobre sexo são motivos responsáveis pelos casos crescentes de gravidez precoce. Embora as escolas reconheçam a importância de prevenir a gravidez na adolescência, muitas vezes são prejudicados pela crença equivocada de que informar os jovens sobre sexo podem incentiva-lós a se tornar sexualmente ativos. Por consequência desse pensamento primitivo acontece uma negligência ao não oferecer informações ,que poderiam mudar a conduta de jovens, e prova-se ainda como o sexo é um tabu no Brasil.

Torna-se evidente, portanto, que a família e a escola devem desmistificar o medo enraizado que envolve sexo. Em razão disso, o Ministério da Educação e da Saúde, afim de manter os adolescentes informadas e dissipar o medo em relação a educação sexual nas escolas, devem expor nos meios de comunicação e propagandas, que mostrem aos pais as consequências que a omissão de fatos podem causar. Ademais, o governo deveria replanejar planos socioeconômicos, incentivar o planejamento familiar, com prol de reduzir a pobreza de uma geração para outra, e por fim motivar as jovens a não abandonarem a escola mostrando a variedade de profissões e opções de futuro. Assim, os dados seriam reduzidos, e a gravidez precoce deixaria de ser a principal causa de internamentos de meninas entre 10 a 18 anos no país.