Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 19/05/2018
No Brasil, a taxa de nascimento está em torno de 68,4 a cada mil meninas entre 15 e 19 anos. Apesar da redução de 2,5 da taxa de natalidade entre 2010 e 2015, as taxas de fertilidade entre adolescentes continuam sendo altas. De acordo com esses dados, pode-se notar o quão preocupante a situação se torna, pois uma gravidez não planejada traz diversos obstáculos à família, à menina, a sua vida em geral.
Segundos dados do IBGE, as jovens que engravidam na adolescência são, na maioria dos casos, pobres e têm menos escolaridade, ou seja, a grande incidência é devido a uma grande desigualdade social e está relacionada à falta de recursos para a prevenção de uma gravidez indesejada ou até mesmo as DST’s. Além disso, há a mortalidade materna, que é causada por problemas de saúde durante a gravidez, parto e pós-parto devido a falta de acompanhamento médico. Em 2014, por exemplo, cerca de 1,9 mil meninas morreram por complicações no período da gravidez.
São vários os fatores que levam as meninas engravidarem e algumas delas não percebem que podem engravidar facilmente. Muitas têm conhecimento a respeito dos métodos contraceptivos, mas algumas preferem ignorar como devem ser utilizados corretamente e acabam usando de forma inadequada, tornando-os ineficazes. Outrossim, as escolas reconhecem a importância da educação sexual, porém algumas vezes são prejudicadas pela crença equivocada dos pais ou responsáveis de que informar os jovens sobre contracepção pode incentivar os jovens a se tornarem sexualmente ativos.
Diante do que foi exposto, é perceptível que esta situação precisa ser amenizada. Portanto, é preciso que que o Governo, as escolas e os pais se juntem para salientar a importância dos métodos contraceptivos. O Governo ajudando a divulgar campanhas para a conscientização; As escolas com suas aulas sobre educação sexual sem deixar de lado a prevenção da gravidez; Já os pais devem fazer com que seus filhos compreendam as responsabilidades e consequências das relações sexuais pré-matrimoniais. Muitos cristãos evitam falar sobre o assunto, pois alegam que podem perder a inocência ou acreditam ser imoral ensinar a uma criança sobre sexo. No entanto, com o ensino da educação sexual, complicações em diversos aspectos poderão ser evitadas no futuro.