Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 16/05/2018
“E agora, José?” é tema de um dos poemas mais célebres do escritor Carlos Drummond Andrade que fala sobre a falta de esperança, e da sensação de se estar perdido, sem saber que direção tomar. Tais emoções passadas pelo poema são comuns na vida de muitas adolescentes que enfrentam um percalço persistente na sociedade brasileira: Gravidez na adolescência. Esse entrave tem como principais causas: a falta de conhecimento sobre métodos contraceptivos e ausência de diálogo no âmbito familiar e pode resultar na evasão escolar e dificuldade para a inserção no mercado de
Em primeira análise destaca-se que a falta de diálogo entre família e adolescente é um dos fatores fomentadores para a persistência dessa adversidade. Visto que se trata de um assunto que ainda é um “tabu” na sociedade, e muitos pais se sentem constrangidos a falar disso com seus filhos. Como resultado, tem-se muitos adolescentes que iniciam a vida sexual prematuramente sem consciência da importância de métodos contraceptivos para evitar uma gravidez indesejada e doenças sexualmente transmissíveis. Além disso, a escola, que deveria reforçar o papel da família em tal aspecto, em diversas vezes também não cumpre a sua atribuição de educar correntemente os jovens sobre o assunto, e de acolher, dando suporte aos jovens que passam por este processo.
Deve-se levar em deferência também, os impactos que uma gravidez precoce pode causar. Afinal, a adolescência ainda é um processo de desenvolvimento biológico, psicológico e moral. O que torna evidente que os indivíduos nessa fase não tem condições para criar e educar outro indivíduo. Ademais, ter responsabilidade sobre outra vida requer muito tempo disponível e condições financeiras para sustentação, o que leva muitos adolescentes a desistir da escola para cuidar da criança e procurar meios mais imediatos para sustentação. A falta de escolaridade gera dificuldade na inserção do mercado de trabalho, que resulta na falta de perspectiva para nova família formada.
Destarte, é imperativo que o Estado, venha por intermédio de políticas públicas e investimentos pontuais resolver esta problemática. É indubitável que o Ministério da Saúde venha fazer campanhas nas escolas e unidades básicas de saúde para conscientização sobre os malefícios e modos de prevenção da gravidez precoce, além da distruibuição gratuita de métodos contraceptivos. É necessário também uma ação conjunta entre Estado e iniciativa privada para facilitar a inserção desses jovens no mercado de trabalho por meio de subsídios e campanhas. Cabe a família, a atribuição de dialogar com os jovens, tirando dúvidas e orientando por meio da transferência de valores e ensinamentos. À escola, resta o papel de reforçar os valores e ensinamentos sobre o assunto, além de acolher dando suporte e condições para os adolescentes passam por essa situação possam retornar aos estudos.