Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 16/05/2018
Atualmente a gravidez na adolescência vem sendo um dos maiores problemas sociais do mundo. Com um alto número de adolescentes, meninos e meninas, que vivem num contexto de pobreza e vulnerabilidade se tornando pais antes mesmo de completarem 19 anos, a sociedade acaba sofrendo com problemáticas que envolvem esses jovens. A paternidade nesse período traz consigo uma série de problemas na saúde, principalmente dessas jovens grávidas, e um aumento da desigualdade e da exclusão social, ademais, é a maior causadora de abandono escolar na juventude.
No Brasil, dados da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) indicam que 25% das meninas entre 15 e 17 anos que deixam a escola o fazem por causa da gravidez. Muitos, desse grupo, são obrigados a mudarem seus objetivos que eles tinham para a vida, permanecendo em um ciclo de pobreza a partir do fato de que muito do seu tempo e mente deverá se voltar para a gestação e a criação do seu filho, fatores que deveriam ser usados para os estudos e planejamento do seu futuro. Isso leva a uma questão, se essa situação leva a diversos problemas, por que tantos jovens ainda se tornam pais precocemente?
Bem, não é novidade de que o uso de métodos anticoncepcionais são importantes aliados para combater, além de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs), a gravidez na adolescência ou não planejada. No entanto, o acesso de jovens e adolescentes a informações preventivas é muito escasso, as escolas ainda carecem muito tanto de palestras como de aulas que informem e alertem, de uma maneira detalhada, essa população que ainda se encontra na juventude, além de uma falta de preparo da família para abordar assuntos relacionados com os seus filhos, que geralmente evitam falar sobre isso por parecer algo embaraçoso.
É necessário, caso queiramos dar uma guinada na situação, o Estado, junto com o MEC (Ministério da Educação), adotar políticas para informar melhor a população sobre métodos de evitar a gestação prematura por meio de ações publicitárias e palestras educativas sobre sexualidade, dando prioridade a colégios, para que esse público tenha conhecimento de se prevenir e como se prevenir, o governo também deve dar assistência de creches e berçários públicos de boa estrutura, além de suporte psicológico para esse juvenis que passam pela dificuldade de ter que criar seus filhos e ao mesmo tempo se manter na escola, para que os mesmos possam planejar seus futuros e alcançarem seu pleno potencial, minimizando a evasão escolar e trazendo uma melhor agregação desses à sociedade.