Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 20/05/2018

No filme ,“Juno”, é retratada a história de uma menina , de 16 anos, que enfrenta difíceis situações com sua gravidez inesperada. Hoje, no Brasil, essa ficção reflete a realidade de muitas adolescentes que têm suas vidas transformadas, por não ter o  conhecimento adequado e uso do  preservativo. Nessa perspectiva, são evidentes a falta  de informação educacional escolar e familiar, assim como a forma moderna das relações.

Embora existam diversos métodos contraceptivos , como camisinha, pílula, nota-se o elevado número de gravidez não planejada na adolescência. Isso porque não falta prevenção , mas informação, principalmente nas áreas de baixa renda, com a negligência que a escola tem e a falta de diálogo da família em relação a educação sexual, fatos que contribuem para a mudança drástica na vida dessas meninas. Dessa forma, a evidência divulgada, segunda a ONU, que 12% das adolescentes entre 15 e 19 anos têm pelo menos um filho, é perceptível diante dessa ausência de conhecimento e tabus impostos pela sociedade , que impedem a orientação sexual.

Além de todas essas visibilidades que fazem propagar a gravidez , ainda há o modo no qual as relações estão sendo vivenciadas atualmente. De acordo com Bauman, essa é a era da “modernidade líquida”, pois a convivência com o outro está cada vez mais superficial, efêmera, e como consequência inesperada, a gestação. Contudo, mesmo com a participação de ambos os sexos na relação, a menina é a mais atingida, fisicamente e emocionalmente, por despreparo e abdicação dos estudos, por exemplo, para os cuidados do pré e pós-natal, pois pela idade é considerada uma gravidez de risco. Logo, a sociedade deve reconhecer o ato sexual como algo essencial que merece mais atenção e informação, para prevenir o que não foi planejado.

Deve-se constatar, portanto, a necessidade do combate eficiente aos indícios que alastram a gestação. Para isso, o Ministério da Saúde deve fazer mais projetos sociais, como o “Projeto Sexualidade”(Prosex), que tem uma equipe multidisciplinar, dando assistência, ensino e prevenção aos adolescentes, junto com serviços às comunidades. Somada a isso, a escola deve priorizar e abordar mais o tema da sexualidade, por meio de debates e palestras ministradas por especialistas, ginecologista e psicólogo, a fim de que haja mais informação e preparo para a preservação. Ademais, a família deve promover diálogos, sem preconceito e descriminação, assim os filhos terão relações com mais proteção , e consequentemente irá reduzir o número de gravidez.