Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 15/05/2018

De acordo com o artigo XXV da Declaração Universal dos Direitos Humanos todo indivíduo tem o direito de assegurar a si e aos familiares um padrão de vida que contemple moradia, saúde e condições sociais indispensáveis. Dessa maneira, é imprescindível ressaltar que a gravidez na adolescência, no Brasil, é um problema relevante, visto que pode alterar significativamente a qualidade de vivência da população. Esse impasse se relaciona não somente com questões culturais, mas também econômicas da sociedade contemporânea.

Alguns aspectos culturais e religiosos do Brasil influenciam para que exista uma alta taxa de gravidez na adolescência. Diversos pais, bem como instituições de ensino apresentam uma resistência em abordar temas relacionados ao sexo com os jovens, em decorrência de um contexto social no qual muitos acreditam ser errado obter a atividade da vida sexual antes do casamento, como também temendo, com isso, incentiva-los. Entretanto, a ausência de diálogo relacionado ao tema é prejudicial, visto que ocasiona uma falta de instrução de muitos indivíduos e acarreta um desconhecimento acerca dos métodos adequados de contraceptivos.

Outrossim, é imprescindível ressaltar que a gravidez entre adolescentes pode ocasionar problemas financeiros relevantes na sociedade. A ocorrência do problema é mais intenso na camada mais pobre da população, tendo em vista que esses indivíduos, diversas vezes, possuem menos acesso às informações de como se prevenirem. Dessa maneira, o ato de jovens com dificuldade financeira terem filhos funciona como forma de manutenção da desigualdade social, visto que para cuidarem da criança terão menos tempo e condições de se qualificarem para a obtenção de empregos que forneçam maior rentabilidade.

Medidas são necessárias, portanto, para resolver o impasse e minimizar os danos causados pela gravidez na adolescência na sociedade brasileira. O Governo deve, associado às instituições de ensino, promover maior discussão acerca do tema, por meio da elaboração de campanhas nas escolas e em ambientes públicos, com a participação de psicólogos e profissionais especializados, a fim de explicar aos jovens os adequados métodos contraceptivos, bem como a importância de se evitar uma gravidez não planejada, especialmente durante a adolescência. Assim, será possível reduzir os problemas e garantir que os direitos assegurados pela Declaração Universal dos Direitos Humanos sejam alcançados por uma maior quantidade de pessoas.