Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 25/05/2018

Devido aos ideias disseminados do Carpe diem, entende-se que deve haver um desfruto do dia sem a preocupação com as possíveis consequências. No entanto, quando se observa a problemática do crescente número de adolescentes grávidas no Brasil, hodiernamente, verifica-se que esses ideias são aprazíveis na teoria, mas não desejavelmente na prática, visto que tal problemática persiste intrinsecamente ligado à realidade do país, e pode ser justificada pela negligência do uso de preservativos, congruente à falta de programas que visam instruir os jovens no âmbito sexual, exemplificando o que Émile Durkheim definia como egocentrismo social. Nesse sentido, convém analisarmos as principais implicações de tal postura vigente para a sociedade.

Em primeira análise, cabe considerar as características dos jovens brasileiros que contribuem para o grande número de adolescentes grávidas no país. Dentre eles, está o imediatismo inerente à juventude, que contribui para a negligência do uso de camisinhas no ato sexual, ilustrando o que E. Durkheim retratava como fato social. Ademais, a maioria das gravidezes não são planejadas, e possuem como causa a desinformação acerca dos métodos contraceptivos e como consequência o abandono da escola e outras instituições educacionais, dificultando, até mesmo, o progresso sócio-educacional do país. Porém, segundo Thommas Hobbes, a intervenção estatal é necessária, como forma de proteção dos jovens, garantindo-lhes o acesso à educação de maneira eficaz.

Destarte, outro fator a ser levado em consideração, é que uma das causas contribuintes para a crescente do número de jovens grávidas no país é a falta de programas educacionais nas escolas que visem informar o jovem acerca dos métodos contraceptivos e das consequências de uma juventude condicionada à gravidez precoce. Destarte, contribuinte com esse fato, existe o desmazelo das famílias em relação ao diálogo, pois tendem a jogar a responsabilidade à escola e negam o seu papel instrutivo, cooperando com a elevação do número de jovens gestantes, haja vista que a informação é uma das armas mais efetivas no combate a tal problema social.

Nesse ínterim, é imprescindível a formulação de diretrizes que garantam à juventude brasileira o acesso à informação. Portanto, o Ministério da Saúde, em parceria com a mídia e seu poder de persuasão, deve promover campanhas - com o uso de linguagem apelativa e adequada - em horário nobre, que veicule a importância do uso da camisinha e as consequências do não uso da mesma. Outrossim, a fim de comprovar a frase de Mandela de que a educação é a arma mais poderosa para mudar o mundo, cabe à escola o dever de manter contato com as famílias dos estudantes, visando a proximidade e a preocupação, a fim de manter a assiduidade do mesmo e ajudar com impasses.