Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 21/05/2018
De acordo com informações da OMS, a taxa de gravidez na adolescência diminuiu em torno de 2% nos últimos anos, porém o Brasil ainda apresenta elevados índices de adolescentes grávidas. Visto que, a falta de educação sexual e a desestruturação dos lares tem sido alguns dos fatores contribuintes para que este número continue aumentando.
As dúvidas geradas com as mudanças do corpo, traz também muitas dúvidas e, a falta de conversa sobre sexo, pode trazer consequências quando não se tem as orientações apropriadas: Uma gravidez indesejada, doenças sexualmente transmissíveis, AIDS… Isso poderia ser amenizado se as famílias discutissem sobre sexo dentro de casa, conscientizando sobre a necessidade de maturidade e a responsabilidade que isso traz.
O ambiente familiar tem relação direta com o início da atividade sexual. É muito comum encontrar mães que, precocemente iniciaram a vida sexual ou se tornaram mães na adolescência. Tudo isso vai se tornando um ciclo, acarretando problemas emocionais, sociais e econômicos tanto para a mãe quanto para o filho, uma vez que essa mãe precisa interromper seus estudos para cuidar da criança, limitando assim sua vida profissional, social e pessoal. É de extrema importância que os pais se conscientizem da sobre a importância da orientação dos jovens, quebrar o tabu, falar sobre sexo, os meios de evitar a gravidez ou doença, colocando limites e responsabilidades, pois são crianças cuidando de outras crianças. Os governantes por sua vez, devem incentivar, por meio de propagandas e palestras, distribuição de folhetos informativos, facilitar o acesso ao jovem aos médicos no Sistema Único de Saúde, para que eles possam orientá-los quanto ao uso de preservativos e contraceptivos, uma vez que isso impacta diretamente na sociedade. A melhor maneira de evitar a gravidez na adolescência é a informação.