Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 15/05/2018

Gravidez na adolescência ocorre quando a mãe tem entre 15 e 19 anos. Tais gestações configuram-se uma complicada realidade social, tendo em vista que amplificam a vulnerabilidade da adolescente e do bebê. Portanto, deve-se compreender suas causas, afim de possibilitar a elaboração de intervenções eficientes para a sua diminuição.

A instabilidade a que as mães adolescentes e seus filhos estão inseridos é um quadro preocupantes no Brasil, em virtude das elevadas taxas de nascimento com esse perfil no país. A cada 1000 crianças nascidas e território nacional, 68.4 são de mães adolescentes. É relevante notar que esses bebês têm maior probabilidade de serem inseridos na pobreza e de terem a sáude frágil, como resultado das condições sociais maternas. Essas, por sua vez, determinam o acesso que a moça terá a instituições de saúde, saneamento básico, posterior inserção no mercado de trabalho, dentre outros fatores determinantes para a qualidade de vida de ambos.

Ademais, é notória a necesária participação das famílias e das instituições de ensino na construção de uma responsabilidade sexual que previna os jovens de serem pais tão cedo. O diálogo no ambiente familiar e escolar é de suma importância para que os adolescentes entendam os riscos envolvidos no sexo desprotegido e na gravidez precoce, e saibam prevenir-se e proteger-se. É essencial desmistificar o tabu de falar sobre sexo, visando instruir a juventude de maneira correta e eficaz.

Desta forma, a gravidez na adolescência configura-se uma realidade a ser enfrentada no Brasil. A criação de políticas públicas específicas, que atendam as particularidades das mães jovens e seus bebês, é necessária. Assim como de um programa nacional que busque levar às escolas educação sexual eficaz, afim de minimizar, e gradativamente erradicar, essa problemática no país.