Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 13/08/2018
Na Grécia Antiga, a obrigação das mulheres era ter filhos e cuidar do lar, mas na contemporaneidade, com o acesso à educação, as mulheres ganharam uma maior autonomia e estão deixando mais tardio a vinda dos filhos. No entanto, nas camadas menos desenvolvidas, onde a educação é precária, é notório inúmeras adolescentes grávidas. O relatório de 2010 da ONU denota a problemática como uma consequência do desenvolvimento do país. A precariedade na educação e a falta de diálogo com os pais tende a fazer com que esse cenário venha se repetir.
Assim como afirma o filósofo Immanuel Kant “o ser humano é aquilo que a educação faz dele.” Análogo a esse pensamento, é possível afirmar que as camadas mais suscetíveis a essa problemática são aquelas na qual a educação não é dada com prioridade. Em 2014, só na região de Ribeirão Preto, de 17.737 mulheres que se tornaram mães, 2.425 tinham entre 15 até 19 anos, o que mostra um número elevado de adolescentes grávidas.
Além disso, segundo William Shakespeare, os mais velhos não confiam nos jovens porque foram jovens. Diante dessa ótica, é possível analisar uma sociedade em que os adultos não falam sobre sexo com os adolescentes, pois temem que possam despertar ainda mais essa prática. Séneca já afirmava que a educação influencia sobre toda vida. Portanto, a falta de educação pelos pais aos jovens pode gerar consequências como a gravidez na adolescência.
Logo, medidas são necessárias para reduzir esse impasse. O Ministério da educação, em parceria com as Secretaria de Saúde, deve realizar palestras ministradas por médicos e psicólogos que envolvam a discussão entre os pais e os filhos, nas escolas, sobre o tema da gravidez na adolescência com o intuito de quebrar o tabu e tornar os pais mais encorajados e os adolescentes mais prudentes e menos suscetíveis as consequências.