Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 17/05/2018

O filme Juno aborda a vida da adolescente Ellen Page, uma jovem de 16 anos que engravida apos relação sexual desprotegida. Já fora das telas, a questão é uma realidade no Brasil, quarto com maior numero de adolescentes grávidas entre os países da América do Sul.

Segundo dados da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), a taxa de gravidez na adolescência no Brasil entre os anos de 2010 a 2015 foi maior que a média da América do Sul - cerca de 65% contra 68,4% no Brasil -. Esses dados são comumente vistos nas comunidades com baixo índice de escolaridade e situações de vulnerabilidade social.

Ainda de acordo com a pesquisa feita pela organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), uma gravidez precoce alem de afetar o psicológico e o desenvolvimento psicossocial da mãe, reflete de maneira profunda na saúde dessas meninas. É notável o numero de adolescentes e jovens que morrem por complicações no parto e pós-parto; cerca de 1,9 mil somente em 2014.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. O ministério da saúde junto as escolas deve promover palestras e a distribuição de cartilhas com informes sobre os riscos e as consequências de uma gravidez precoce. Como disse o filósofo Immanuel Kant: ‘‘o ser humano é aquilo que a educação faz dele’’, assim, cada a educação é a chave para a resolução dessa problemática.