Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 21/05/2018

Desde os primórdios é tradicional nas sociedades o ato de gerar um filho, sendo considerado como uma atitude gloriosa o nascimento de uma criança. Contudo, atualmente é recorrente os altos índices de gravidez na adolescência, tendo em 2014 apenas no estado de São Paulo 90.757 casos registrados, de acordo com a Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados. Essa problemática se intensifica ao analisarmos que esse fato atrapalha o desenvolvimento psicossocial das jovens. Pensando nisso, cabe analisar meios para diminuir os índices de gravidez na juventude.

Menores de idade que se tornam mães podem possuir empecilhos em se integrar a sociedade, uma vez que a gestação e os cuidados que a criança necessita dificulta a frequência das jovens em escolas, faculdades e outros centros educacionais. Consequentemente, essas terão dificuldades em se inserir ao mercado de trabalho, devido a possível falta de profissionalização e a dedicação de tempo que precisaram para cuidar dos filhos. Esse fato acentua os problemas socioeconômicos, sendo que a falta de boas condições para estudar e trabalhar se tornão obstáculos para a ascensão social e oferta de boa qualidade de vida para as crianças.

É preciso ressaltar ainda que a gravidez na adolescência é tida culturalmente por nossa sociedade como um erro e irresponsabilidade da mãe, como é retratado no trecho de uma música da banda Ao cubo: “felizes para sempre até a chegada da cegonha, fui abandonada com a barriga que envergonha”. Por meio dessa passagem é possível perceber a visão negativa que a gravidez precoce carrega, a mulher abandonada por seu companheiro, família e amigos devido a vergonha que a gestação pode gerar. Assim, podemos dizer que esse preconceito pode afetar a saúde e bem-estar da mãe e da criança, gerando até mesmo graves problemas psicológicos, como a depressão pós-parto.

Portanto, mostra-se necessária a redução dos índices de gravidez na adolescência e um possível caminho para isso seria uma atuação do Governo em parceria com Ong’s em prol da propagação do acesso à cultura. Sendo que, incluindo na rotina dos jovens a prática de esportes, música, teatro, entre outros, seria possível ampliar a visão desses sobre seus futuros e expectativa de vida, tornando-os assim mais conscientes sobre essa problemática. Somado a isso, a divulgação de métodos anticontraceptivos por meio vídeos e postagens em redes sociais (que possuem uma maior aceitação do público alvo) e realizada por artistas, como cantores, blogueiros e influenciadores no geral, contribuiria para a atenuação do problema.