Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 14/05/2018

Cogita-se que a gravidez precoce no Brasil reduziu-se cerca de 17% em 2015 conforme o Ministério da Saúde, porém, as taxas continuam altas e é uma das sete maiores da América Latina de acordo com dados do Fundo de População das Nações Unidas(UNFPA). Desa forma, a questão se tornou um problema de saúde pública, uma vez que podem acarretar riscos tanto para a mãe quanto para o bebê. E as causas para se engravidar cedo, são múltiplas, e uma delas não cabe apenas para a falta de entendimento sobre os métodos de contracepção, mas também o tabu criado no interior familiar acerca de uma possível discussão sobre sexo dentro de casa.

Em primeira instância, vale enaltecer que a cada mil adolescentes brasileiras, 68 ficam grávidas de acordo com o UNFPA e isso quer dizer que o Brasil, possui mais jovens grávidas entre 15 e 19 anos do que países vizinhos como Paraguai e Colômbia que possuem um indíce de desenvolvimento humano menor. Isso vai contrapartida de países mais desenvolvidos como a França, que tem 6 grávidas cada mil meninas. Assim, é valido dizer que as populações menos favorecidas economicamente, com pouca escolaridade ou perspesctiva de vida são mais propensas a esse quadro. E como consequência não possuem um planejamento reprodutivo ou até atendimento pré-natal ineficaz, fazendo com que a grávida possa apresentar uma gestação insegura, assim como riscos de prematuridade do bebê e baixo peso ou de ruptura do colo de útero, depressão pós-parto, aborto de forma natural ou por tentativa que pode levar a morte da gestante.Portanto, é algo delicado e que merece a atenção do país.

Nesse sentido, pode-se citar que a primeira educação sexual deve se iniciar em casa, porém os pais são se sentem confortáveis de discutir esse assunto com seus filhos, fruto de uma convenção social e assim, às vezes cabe a escola alertar o uso, por exemplo, de preservativos, para não evitar somente a gravidez, mas também as doenças sexualmente transmissíveis. E é compreensível que o período da adolescência é era de novas descobertas e possivelmente o início da vida sexual, e por isso é preciso que a orientação seja cerne na vida desses jovens. Claro, que as informações hoje em dia são melhores difundidas, entretanto, muitos usam os contraceptivos de maneira errada ou não entende o teu funcionamento, ou apenas negligenciam com a “plena consciência de que são inatingíveis”. Assim, quando ocorre a gravidez indesejada, o impacto do despreparo atinge em potencial.

Em suma, é necessário erradicar o aumento da gravidez preoce. Para isso, é imprescindível que o Ministério da educação junto a mídia promova programas de instrução sexual para alertar os possíveis riscos E também que o Ministério da saúde façam projetos de prevenção da gravidez com base em fatos a fim de visionar os grupos mais vulneráveis. Assim, fica " muito melhor previnir do que remediar".