Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 14/05/2018
Diante dos avanços dos métodos contraceptivos e do aprimoramento da mídia brasileira, no que tange à divulgação informacional, a gravidez durante a adolescência de muitos jovens ainda é um sério problema não combatido por completo por tais avanços. Nesse sentido, ora por falhas governamentais de planejamento, ora pela participação falha de muitas escolas e famílias, o problema persiste e muitos jovens têm efeitos reversos, de desenvolvimento psicossocial afetado, até problemas graves de saúde, que podem levar jovens mulheres à morte.
Em primeiro plano, vale salientar que a parcela da população socialmente menos favorecida é a mais afetada pelo problema, devido à falta participação divulgação informacional divulgada pelo governo, família e escola. Dessa forma, muitos jovens de camadas sociais vulneráveis, sem informações e curiosos em descobrir novos hábitos da vida adulta, impulsionados pela cultura de massa, que prega imoralidade em muitas músicas, e motivados pelo vasto conteúdo pornográfico livre, que circula na internet, sem a fiscalização familiar e instrução de escolas, optam em ter relações sexuais desprotegidas para saciar suas curiosidades. Esse é, portanto, o padrão de registros, que corrobora empiricamente para o país ser o segundo maior afetado pelo problema na América, segundo a OMS.
Além disso, é válido entender os motivos pelos quais as escolas e famílias hesitam em divulgar informações e intensificar suas participações para deter o avanço do problema. Esses fatores, indubitavelmente, estão relacionados a estigmas, como o de que informar os jovens sobre contracepção seja o mesmo que estar os incentivando a se tornarem sexualmente ativos. O que é um erro crucial, pois, o principal objetivo de instruir as pessoas, é fazer com que essas não propaguem erros de gerações passadas, como afirmado pelo psicólogo Jean Piaget, há séculos remotos. Ademais, o bloqueio de muitos pais, em fiscalizarem o que seus filhos consomem, nos meios de comunicação e internet, deve ser rompido de forma a preveni-los do problema.
Portanto, infere-se que a gravidez durante a adolescência no Brasil é um dos grandes problemas atuais a serem combatidos. Assim, urge que o Governo Federal, em parceria com o Ministério da Cultura lancem campanhas publicitárias contundentes e informacionais, de forma a apurar a sensibilidade do jovem quanto às consequências da problemática, lançando-nas em aplicativos como o “Youtube”, especificamente para os usuários com pesquisas relacionadas aos gostos da juventude brasileira, para frenar os avanços do problema. Ademais, é válida a participação tanto dos pais, bloqueando com aplicativos, o acesso a conteúdos pornográficos por seus filhos, quanto da escola, divulgando, obrigatoriamente, informações sobre educação sexual, de forma a evitar o mal.