Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 14/05/2018

A gravidez na adolescência é a que ocorre entre  10 e 19 anos, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), sendo considerada uma gestação de alto risco. Consequências como a evasão escolar e a continuidade ao ciclo de pobreza nas camadas mais baixas da sociedade têm se agravado. Fator esse que torna fundamental a interação entre os pais, alunos e escola, a fim de amenizar a problemática.

A adolescência é um período rico em mudanças corporais e emocionais na vida de um indivíduo, e com a capacidade de abstração ainda em desenvolvimento os jovens tendem a ter um sentimento de onipotência e acabam contribuindo entre outras situações para uma gravidez precoce. E, em função da nova rotina, optam por encerrar a vida escolar, o que aumenta os riscos de desemprego e dependência econômica dos familiares. Fatores que corroboram o ciclo de pobreza nas classes mais populares.

Em consonância com o disposto no parágrafo acima, são evidentes os transtornos causados por uma gestação em um período de imaturidade psicológica  dos futuros pais, que ainda são “crianças”, mesmo com a facilidade de acesso a informação ainda há um tabu entorno do assunto  em casa e na escola, diminuindo assim as oportunidades de reflexão dos jovens sobre a complexidade do tema.

Desse modo, urge a necessidade de uma parceria mais aprofundada entre os pais, alunos e o âmbito escolar. As escolas podem ajudar no combate a gravidez precoce por meio da valorização do planejamento familiar, isso pode ser feito mediante ações interativas e envolventes, como frequentes palestras com depoimentos reais e que envolvam  a comunidade local, e ainda aplicar a interdisciplinaridade na abordagem do tema sob o ponto de vista de cada disciplina, com o fim de obter dos alunos adesão do planejamento familiar.