Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 14/05/2018
É um problema a questão da gravidez precoce no Brasil, ainda mais quando diz respeito a jovens menores de dezoito anos de idade. Ignorados frequentemente, os adolescentes por falta de diálogo informativo e dificuldade de acesso a meios contraceptivos ficam mais vulneráveis às consequências negativas de uma concepção não planejada. Portanto, é necessário que informações a respeito sobre sexualidade e popularização de métodos anticoncepcionais ocorram.
Os adolescentes carecem de diálogo sobre sexualidade. Ainda é comum ser tabu, nas famílias mais conservadoras, que valores sobre o ato sexual seguro e gravidez consentida e bem pensada seja ensinado em casa. Com isso, os jovens possuem pouca instrução no que tange a prevenção de casos de gravidez precoce, resultando, portanto, em piores condições de vida tanto para o filho, quanto para os futuros pais, que não poderão se qualificar profissionalmente, na maioria dos casos.
Outrossim, os métodos que impedem a concepção são pouco difundidos. Em geral, a juventude menos abastada não possui acesso a formas de impedir a gravidez, tanto quanto adolescentes de classes sociais mais altas. Um exemplo disso, é o método de implante, de longo prazo, que pode prevenir a gravidez por até três anos seguidos. Além disso, a falta de acesso a preservativos em postos de saúde contribui para que os índices piorem ainda mais.
Portanto, para que os adolescentes possam se desenvolver plenamente, sem imprevistos, é fundamental que a família instrua os jovens a prevenir de maneira correta e eficiente a gravidez, dialogando quais são as mais eficazes maneiras de impedir uma concepção. Além disso, é fundamental que o Ministério da Saúde, no Sistema Único de Saúde, acrescente mais métodos contraceptivos, como o implante, injeções de progestina e laqueadura para meninas que já tiveram filho antes dos dezoito anos, e queiram uma maneira mais incisiva e eficaz de bloqueio da gravidez.