Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 14/05/2018
Historicamente no Brasil, país de cultura fortemente patriarcal, se construiu um retrato em que o papel principal da mulher na sociedade era restrito apenas à maternidade. Entretanto, até o início do século XX a gravidez precoce era um acontecimento habitual e não se constituía uma novidade. Porém, hoje, com as grandes mudanças no corpo social e com direitos adquiridos ao longo do tempo, a gravidez deixou de ser um ponto prioritário na vida de muitas mulheres, e quando isso ocorre precocemente acaba impulsionando grandes debates de preconceito e desprezo em algumas famílias, bem como tornando-se uma problemática social e de saúde pública, que precisa urgentemente ser mitigado.
Deve-se pontuar, de início, que a adolescência é um período da vida rico em manifestações emocionais, caracterizadas por ambiguidade de papéis, mudança de valores e dificuldades face à procura de independência pela vida. Sob esse viés, pode-se apontar como empecilho do preconceito entre as famílias e a sociedades, a falta de orientação correta para evitar uma gestação não planejada, logo os pais possuem um papel fundamental para educar os jovens sobre a saúde sexual e métodos contraceptivos; quando isso não ocorre, consequências negativas podem ser perceptíveis na vida de um adolescente, como a repressão familiar e a falta de condições financeiras e emocionais para assumir uma maternidade.
Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), 7,3 milhões de adolescentes se tornam mães a cada ano ao redor do mundo, das quais 2 milhões são menores de 15 anos. Desse modo, tanto os índices de doenças sexualmente transmissíveis tem aumentando drasticamente, como também os níveis de aborto, que muitas adolescentes se submetem, principalmente em clínicas clandestinas, acarretando grandes riscos para a saúde podendo até mesmo levar a morte. Tudo isso provoca enormes prejuízo às crianças, impactos na saúde pública, além da limitação no desenvolvimento pessoal, social da gestante.
Diante dos fatos supracitados, faz-se necessário a mitigação do preconceito e da ausência de informação no que tange os desafios da gravidez na adolescência no Brasil. É de fundamental importância, que o Ministério da Saúde possa aumentar a disseminação gratuita de métodos contraceptivos em postos públicos, bem como a criação de palestras sobre este tema, para que possam deixar os jovens mais informados sobre os principais riscos enfrentados por uma gravidez precoce. Adjunto com o Ministério da Educação, com a criação de oficinas educativas, para maiores e corretas propagação desse tema. A partir dessas ações, espera-se promover uma melhora das condiçoes eduacionais e sociais desse grupo.