Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 13/05/2018
Estabelecida por Newton, a lei da inércia prescreve que a tendência dos corpos, quando nenhuma força for exercida sobre eles, é permanecer em seu estado natural. Ao aplicar esse conceito físico no contexto da gravidez na adolescência em evidência no Brasil, percebe-se que a inexistência de ações corroborou a persistência dessa problemática. Nesse sentido, vale ressaltar os tabus que subsistem nas sociedades, bem como a ausência de programas governamentais relacionados à prevenção desta.
No filme “Juno”, a protagonista Ellen Page interpreta uma adolescente de dezesseis anos que engravida após sua primeira relação sexual. O longa mostra que sua personagem veio a dialogar com seus responsáveis somente após a descoberta de sua gestação,e não antes de se relacionar, para obter maiores informações. Desse modo, é possível afirmar que, assim como na produção cinematográfica, a comunicação entre pais e filhos é também nula na realidade, tabu este, que permanece na sociedade, principalmente por questões religiosas, que têm o sexo como um ato pecaminoso, dificultando o discorrimento sobre o mesmo.
Além do mais, uma pesquisa realizada pela Fundação de Sistema Estadual de Análise e Dados (SEADE), aponta que somente no estado de São Paulo, um dos estados mais ricos do país, um total de 87.293 meninas entre quinze e dezenove anos tinham engravidado em 2014. Número este que está ligado à ausência de programas que consistem em abordar a educação sexual nas escolas. Em sua obra, Pedagogia do Oprimido, Paulo Freire cita que não é possível se obter mudanças numa sociedade sem uma boa educação. Dito isso, torna-se inviável qualquer transformação nesse ambiante, visto que o Governo Federal não tem investido neste, reafirmando esse conjunto de problemas.
Nesse sentido, para que uma força seja exercida sobre esse corpo inerte e haja mudanças, é imprescindível que os pais entendam a importância do diálogo dentro de casa ao abordar assuntos como o sexo e suas formas de prevenção. E para que esses sejam motivados a abordar tal assunto com seus filhos, se faz necessário que o Governo Federal implante palestras educativas, ministradas por psicólogos, que ensinem como aludir tal tema. Ademais, cabe também ao Estado a criação de programas, juntamente com o Ministério da Saúde, que levem até as escolas profissionais da área da saúde capacitados a orientar adolescentes em relação ao ato sexual e suas consequências, transformando, desse modo, a educação do país e eliminando essa problemática.