Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 13/05/2018
A gravidez na adolescência não é um problema atual. Nos países subdesenvolvidos e sobretudo no Brasil, essa problemática tem se apresentado em grandes proporções devido a fatores como a ausência de instrução sexual adequada e a falta de uso dos métodos contraceptivos.
De acordo com Émile Durkeim, “A sociedade molda o indivíduo”, e é isso que acontece com os jovens que são estimulados pelo meio social a começarem sua vida sexual mais cedo. Aliado a isso, tem-se a falta de instrução sexual que faz com que jovens façam o ato sem saber dos riscos que ele proporciona como a mortalidade materna, que é uma das principais causas de morte entre adolescentes e jovens na região das Américas, conforme expresso no texto publicado pelas Nações Unidas.
Entre 2010 e 2015 no Brasil, a natalidade foi de quase 7% entre adolescentes de 15 e 19 anos, como mostra o gráfico da Organização Mundial da Saúde. Tal fator demonstra que a falta de uso dos métodos contraceptivos é um aspecto que impossibilita o problema de ser solucionado.
Diante dos fatos supracitados, faz-se necessário que sejam tomadas ações para resolver o impasse. Dentre elas, cabe aos responsáveis pelos adolescentes junto aos educadores, instruí-los a terem uma vida sexual mais tarde e alertá-los aos riscos que o sexo pode trazer, por meio de palestras e visitas periódicas de psicólogos e de profissionais especializados às escolas, para que os jovens se conscientizem e evitem uma gravidez precoce. Outras medidas devem ser tomadas, porém, como considera o pensador Oscar Wilde, “O primeiro passo é o mais importante na evolução de um homem ou nação”.