Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 16/05/2018
Desde o iluminismo,entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro.No entanto, quando se observa a gravidez precoce, no Brasil,hodiernamente, verifica-se que essa ideia iluminista é constatável na teoria e não desejavelmente na prática e a problemática persiste intrinsecamente ligada á realidade do país, seja pela falta de recomendações ou de conhecimento.Nesse sentido convém analisarmos as principais consequências de tal postura negligente para a sociedade.
É indiscutível que a questão constitucional e a sua aplicação estejam entre as causas do problema. Segundo o filosofo grego Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que,por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, é possível perceber que no país, a falta de recomendações entre adolescentes para prevenção é algo que, de certa forma,vem tendo pouco espaço no cotidiano, rompe essa harmonia,haja vista que os pais ou responsáveis se sentem envergonhados sobre o assunto.
Outrossim, destaca-se a falta de conhecimentos e consequências dos jovens como impulsionador do problema. De acordo com Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar,dotada de exterioridade,generalidade e coercitividade. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que nas escolas o uso de informações ligada a doenças transmitidas sexualmente nas aulas de educação de saúde são maiores do que sobre prevenção de gravidez. Deixando nítido as adolescentes a não se preocuparem tanto e não ter devidas precauções.
É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à construção de um mundo melhor. Destarte, o agente de saúde, deve interagir mais diretamente sobre o assunto com adolescentes usando inúmeras didáticas, promovendo atividades complementares no meio escolar. Como já dito pelo pedagogo Paulo Freire, a educação transforma as pessoas, e essas mudam o mundo. Logo, o ministério da educação (MEC) deve instituir, nas escolas, palestras ministradas por psicólogos, que discutam o combate a gravidez na adolescência, afim de que o tecido social se desprenda de certos tabus para que não viva a realidade das sombras, assim como na alegoria da caverna de Platão.