Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 13/05/2018

A jovem Laura tem apenas 14 anos e vive uma rotina de estudos assim como qualquer adolescente da mesma idade. Acorda cedo, vai à escola, faz seus deveres e se diverte com as amigas. Mas as semelhanças se encerram aí, pois, ao voltar para casa, vê-se obrigada a uma nova rotina: cuida da filha de apenas 5 meses. A história em questão, apesar de hipotética, é uma realidade agravante no Brasil e que tem preocupado demasiadamente as autoridades. Diante disso, é importante encontrar os devidos caminhos para a minimização do problema.

Em primeira instância, cabe avaliar as razões que levam as jovens a uma gravidez precoce. Percebe-se que muitas famílias de baixa renda não possuem o nível instrucional capaz de orientar os mais novos sobre a necessidade de prevenção. Além disso, observa-se os mais novos não interpretam o ato sexual como um risco à gravidez, visto que não o associam a algo provável com o veemente discurso de que a probabilidade seria eventualmente muito baixa. Prova disso é o número gritante de mais de 68 mil jovens entre 15 a 19 anos que se tornaram mães entre 2010 a 2015, segundo a OMS – Organização Mundial de Saúde.

Em segunda instância, é visível que os danos de uma precoce maternidade podem ser sentidos não apenas pela mãe. Certo que a jovem acaba por perder de maneira significativa a fase da adolescência e é obrigada a antecipar responsabilidades as quais não está preparada, negligenciando, assim, a educação do filho, dada a situação de despreparo. Soma-se a isso que, uma vez que essa situação ocorra num ambiente de baixa escolaridade, o filho não será provido de educação de qualidade e poderá passar pelos mesmos dilemas, instaurando assim um ciclo que redunda na incidência do mesmo problema. Diante disso, verifica-se o grande problema gerado pela gravidez precoce.

Desarte, para reverter esse cenário, é necessário que haja a efetiva intervenção do Estado por meio do Ministério da Saúde. Este deve abrir concurso público para a efetiva contratação e treinamento de agentes responsáveis por atuar mais de perto. A curto prazo, tais agentes devem realizar palestras e minicursos em locais cuja baixa escolaridade se caracterize; a longo prazo, devem agir nas escolas na formação de professores com competência para atingir os alunos desde as séries inicias do ensino fundamental II. Assim, finalmente teríamos o futuro de muitas adolescente garantido.