Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 13/05/2018

No Brasil, 68,4 de mil adolescentes entre 15 e 19 anos ficam grávidas. É o terceiro maior índice das Américas, atrás apenas da Venezuela (80,9) e da Bolívia (72,6), segundo a OMS. A gravidez durante essa idade prejudica não só o desenvolvimento social e psicológico mas pode causar sérios problemas á saúde física da menina. Considerando a alta incidência na sociedade brasileira, os prejuízos às adolescentes do país e o futuro dos bebês nascidos nesses casos , é necessário tratar a gravidez adolescente como um problema de saúde pública e, também, social.

Os adolescentes tem iniciado a vida sexual cada vez mais cedo, isso por si só já os coloca em risco de serem pais antes da hora. Porém, esse fator associado à falta de informação à respeito dos métodos contraceptivos e à falta de instrução tanto pela família quanto pela escola torna a gravidez precoce cada vez mais comum na sociedade brasileira. Sendo ela mais incidente entre as adolescentes com a estrutura familiar fragilizada e em situação de vulnerabilidade socioeconômica.

Além disso, grande parte das adolescentes, ao descobrir a gravidez, são abandonadas pelo pai da criança e, muitas vezes, acabam tendo que deixar os estudos por ter que cuidar do filho. Segundo dados do Pnad, em 2013 mais de 250 mil mães adolescentes estavam sem estudar e sem trabalhar. Ademais, muitas meninas ao se verem grávidas, sozinhas e sem condições de criar uma criança, acabam recorrendo à clínicas clandestinas de aborto, colocando a própria vida em risco.

Por fim, fica clara a necessidade de se criarem meios para diminuir as taxas de gravidez precoce. A melhor forma é através do diálogo e da conscientização, cabe às famílias e escolas alertarem os adolescentes da necessidade do uso de preservativos e outros métodos contraceptivos por meio de conversas e palestras vinculadas ao ministério da saúde, buscando prevenir a gravidez adolescente. Além disso, é importante que seja oferecido suporte às meninas que porventura engravidem, para não necessitarem deixar a escola, e poder oferecer um futuro melhor ao filho.