Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 13/05/2018
Sabe-se que a taxa de fecundidade das brasileiras reduziram, devido a sua maior inserção no mercado de trabalho e sua escolhas pessoal. Entretanto, é visível o aumento de adolescentes grávidas, ocasionados pela falta de informação sobre contraceptivos e a ausência de um diálogo familiar, com isso essas meninas tem um conhecimento falho sobre a vida sexual ativa, resultando em gravidezes precoces. Contudo, é necessário que o Estado providencie mudanças.
Em priori, brasileiras entre 12 e 18 anos são consideradas adolescentes pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, sendo assim, essa ainda está no seu período escolar se preparando para entrar no mercado de trabalho e amadurecendo a escolha de sua profissão. Contudo, o que se nota é uma falha no ensino escolar dessas meninas, a pouca discussão sobre esse assunto nas salas de aula levam o desconhecimento por grande parte dessas alunas, além disso, existe a falta do apoio familiar, visto que esses se sentem inconfortáveis ao abordarem essa temática com suas filhas. Dessa forma, ao começarem a vida sexual essas garotas não tem as informações necessárias, consequência disso são as gravidezes precoces, interrompendo muitas vezes a faze psicossocial dessas.
Em segunda análise, existe majoritariamente uma imaturidade dessas garotas, que só pesam no momento e acabam por prejudicar o seu futuro, já que um gravidez na adolescência interrompe toda uma formação para a vida adulta. É preciso salientar, que , em comunidades onde o acesso à saúde é precário e as taxas de violência urbana são altíssimas, os jovens ficam mais vulneráveis, ocasionando assim o grande número de adolescentes que possuem uma vida sexualmente ativa e não usam contraceptivos, como a camisinha que é fornecida em postos de saúde e é muitas vezes é deixada de lado ou ainda meninas que nunca foram em um ginecologista, tomando anticoncepcionais por conta própria ou nem tomando.
O filósofo Immanuel kant disse, " O ser humano é aquilo que a educação faz dele", o que evidencia que a instrução é a base de formação para uma pessoa. Portanto, cabe ao Estado cobrar e apoiar as escolas quando ao abordarem esse assunto, por meio de aulas interativas onde os alunos possam tirar suas dúvidas, levando também sexólogos que possam conscientizar por meio de informações essas garotas do perigo que essas correm ao engravidarem na adolescência. Outras forma, séria uma maior interatividade dos familiares com essas meninas, produzindo com essas diálogos que deem segurança e aprendizado sobre a vida sexual. Evitando assim que essas procurem conhecer como é ter uma vida sexual em pornologias, buscando minimizar o número de gravidezes precoces na adolescência.