Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 13/05/2018
O sociólogo Durkheim foi responsável por estudar, por meio dos Fatos Sociais, a sociedade e seus padrões, demonstrando a influência do contexto que os circunda. Posto isso, utilizando tal estudo na modernidade, é possível qualificar a gravidez na adolescência como um Fato Social, posto que essa conjuntura não se apresenta de forma isolada, sendo difundida e inerente na população, e, muitas vezes, imposta abusivamente aos jovens. Com isso, percebe-se que a gravidez na adolescência se encontra em evidência, apresentando, erroneamente, aspectos de generalidade, exterioridade e coercitividade que qualificam tal conjuntura como um Fato Social no cenário brasileiro.
Inicialmente, é necessário atinar para o contexto que circundam as jovens em situação de gravidez precoce, uma vez que essa conjuntura tende a ser preponderante nas regiões desfavorecidas do país, principalmente, no Norte e Nordeste, segundo dados do Ministério da Saúde. Em vista disso, torna-se evidente que a carência de serviços médicos e de ações educacionais, que compõe tais áreas, dificulta a circulação de informações e fomenta para a vulnerabilidade social desses jovens. Desse modo, percebe-se que o aspecto de exterioridade, descrito por Durkheim, prevalece no cenário de gravidez na adolescência, posto que tal conjuntura torna-se característica de sociedades de baixa renda e déficit escolar, fazendo com que os jovens de tais regiões sejam socialmente desfavorecidos.
Ademais, outro ponto a ser debatido, consiste nos aspectos da população brasileira que fomentam o cenário da gravidez precoce. Tal população, foi descrita pelo sociólogo Sérgio B. de Holanda como um “povo cordial”, ou seja, indivíduos que tendem a ser fortemente influenciados por aspectos sentimentais, patriarcais e religiosos. Dessa forma, debates relacionados a sexualidade e juventude tendem a ser negligenciadas por muitas famílias e escolas brasileiras, não permitindo que tal situação seja estudada de forma racional e acessível em sociedade. Destarte, a baixa informatividade circulante entre os setores sociais dificulta o acesso dos jovens a um amplo aconselhamento ético e moral, promovendo para que a situação de gravidez seja, erroneamente, discriminada em sociedade.
É evidente, portanto, que a situação de gravidez na adolescência se faz, erroneamente, presente no Brasil. Isto posto, é necessário que o Governo promova melhorias socioeconômicas nas regiões carentes do país, por meio de projetos médicos e educacionais, no intuito de corromper com a vulnerabilidade social na qual os jovens desfavorecidos se encontram. Semelhantemente, o Ministério da Saúde e as redes de ensino, com ações e palestras que conciliem jovens e famílias, devem instruir a população perante a situação de gravidez precoce, a fim de corromper com a discriminação social que compõe tal assunto e possibilitar, enfim, que tal situação deixe de ser um Fato Social para a população. brasileira.