Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 13/05/2018
É indiscutível que, diante das grandes questões que assolam o século XXI, a gravidez na adolescência é um assunto em eferverscência no Brasil. De acordo com o site da Agência Nacional de Saúde (ANS); na última década houve um decréscimo irrisório de 0,25% ao ano, no numero de gravidas com idades de 15 à 19. Embora essa seja uma questão complexa, é fundamental compreender que entre as causas de tão lamentável fato estão o fraco dialogo intra-familiar sobre os meios contraceptivos e o baixo envolvimento governamental com a prevenção. Demostrando-se, assim, se tratar de uma temática estrutural social.
Cabe, então, salientar que o debilitado dialogo no seio familiar corrobora a possibilidade de uma gestação precoce. Segundo o site G1; 3 em cada 5 mães adolescentes nunca tiveram uma conversa franca sobre o sexo e a gravidez com seus pais. Dessa maneira, há não comunicação, ora por constrangimento, ora pela desinformação fomenta essa triste realidade. Dessarte, comprova-se a comunicação como arma eficaz para as mudanças estruturais na sociedade, sendo no lar a primeira e fundamental orientação.
Outrossim, a baixa abrangência do governo com politicas prevencionistas reafirma sua imperícia no quadro social. Em conformidade com a revista Veja; na última década houve um aumento no número de solicitações do auxilio Bolça Família, essas requeridas na maioria por mães com menos de 19 anos. Nesse sentido, evidenciam-se gastos que poderiam ser evitados pela prevenção, e dedicados a educação de base para a mudança da estrutura coletiva. Destarte, é fulcral o empenho governamental na rais dessa questão comunitária, onde a orientação na quebra do tabu da gravidez tornasse-a uma forma de economia e equilíbrio social.
É imprescindível que haja uma concentração em diretrizes, que formulem mudanças. Logo, é dever do Estado garantir o bem-estar da sociedade como um todo. Nesse juízo, o fraco dialogo intra-familiar deve ser combatido por meio do Ministério da Saúde, com companhas publicitárias nos principais veículos de mídia sobre o caráter benéfico da comunicação familiar, essas com foco em todas as camadas da sociedade. Ademais, o baixo envolvimento governamental dever ser trabalhado pelo Ministério do Planejamento, mediante medias reestruturantes nos repasses de verbas destinadas a conscientização nas escolas e nas universidades, essas em todos os anos da vida acadêmica. Assim, aumentar-se-ão as chances de minimizar esse triste fato social.