Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 14/05/2018
Na sociedade contemporânea, a gravidez na adolescência tem se tornado cada vez mais evidente. Com a chegada do século XXI, o número de brasileiras que apresentam o problema superou a taxa da América Latina, estimada em 65,5 nascimentos a cada mil jovens entre 15 e 19 anos, ocupando média de 68,4 de acordo com o relatório “Aceleração do progresso para a redução da gravidez na adolescência na América Latina e no Caribe“. Eventualmente, a busca precoce pela vida adulta e a falta de informações são fatores que influenciam a expansão de tais decorrências no país.
De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), a adolescência está presente dos 10 aos 20 anos. A gestação nesse período tem como principal problema: a “má” formação do corpo; devido à idade, o mesmo não apresenta estruturas suficientes para produzir e manter um feto, ocasionando o risco de vida. De acordo com a UNICEF, 300 mil crianças nascem de jovens entre 12 e 17 anos no Brasil, sendo a mortalidade materna uma das principais mortes entre esses indivíduos. Ademais, esse problema se encontra presente, principalmente, em camadas mais pobres, enfatizando a desigualdade social e as dificuldades para a criação da criança.
Outro aspecto que influencia esse problema é a falta de informação. Embora para muitos pais e adolescentes sejam embaraçosas as conversas sobre sexo, é de fundamental importância para conscientização e prevenção. Ao engravidarem, por falta de alerta e por condições pessoais, algumas jovens abandonam a escola, consequentemente, aumentando o risco de desemprego ou a dependência econômica de responsáveis, perpetuando a pobreza.
Por conseguinte, medidas são necessárias para resolver o impasse. A princípio, pais devem acompanhar de forma mais presente a puberdade dos seus filhos, além de informar e conversar a respeito de sexualidade. Para que ocorra a conscientização de crianças e adolescentes sobre a gravidez, o Ministério da Saúde e o Ministério da Educação devem incentivar a introdução de palestras educativas em escolas e instituições de saúde através de campanhas e do uso das redes sociais, no intuito de divulgar e alertar sobre os riscos da gestação precoce e do uso de preservativos. Dessa forma será possível a tentativa de redução dessa realidade no Brasil.