Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 13/05/2018
Pesquisa da Unicef indica que o Brasil tem 21 milhões de adolescentes com idade entre 12 e 17 anos, sendo que cerca de 300 mil crianças nascem de mães nessa faixa etária. Dado esse representa que a sexualidade está mais precoce, e fatores como a carência da abordagem no ambiente escolar e a negligência familiar corroboram esse problema.
No Brasil, há um modelo de educação sexual trabalhado nas escolas como conteúdo de Biologia. Porém, crê-se que esse paradigma é falho. Razão disso é que segundo a Sociologia e a Psicologia, o ato sexual não abrange apenas o lado biológico, uma vez que envolve questões identitárias, pois, geralmente, marca um período de transição e de descoberta. Logo, reduzi-lo a uma matéria é insuficiente, uma vez que a maternidade entre os jovens ainda é frequente no contexto atual.
Ademais, a ausência da discursão sobre sexo no ambiente familiar contribui para a gravidez na adolescência. Isso porque, por muitas vezes, o assunto é omitido, pois alguns pais não sabem ou, erradamente, não querem tratar e explicar esse assunto porque acreditam que irão influenciar o início da vida sexual de seus filhos. Consequentemente, essa parcela da sociedade não possui informações necessárias para a prevenção de uma possível gestação.
Dessarte, é importante que haja a ampliação da discursão sobre sexualidade. Dessa forma, é imprescindível que a escola, inclua no Projeto Pedagógico, palestras e debates com profissionais da saúde para abordar questões sexuais, como o seu início e as formas de prevenção da gravidez na adolescência. Assim, irá reduzir o número de casos de gestação indesejável. Além disso, é fundamental que pais e responsáveis conversem com seus filhos sobre sexo, dando a esse a liberdade de esclarecer suas dúvidas sobre esse assunto e de possuir métodos contraceptivos em casa.