Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 14/05/2018
Segundo as leis newtonianas, um corpo tende a permanecer do jeito que está até que uma força atue sobre ele. Dessa forma, é preciso que uma força atue para acabar com a gravidez em evidência no Brasil, uma vez que, devido a pouca abordagem do tema nas escolas, frequentemente jovens precisam lidar com essa problemática.
Primeiramente, a deficiente educação brasileira é uma das razões para a gestação precoce. Logo, a precária situação do ensino faz com que, muitas vezes, os adolescentes sexualmente ativos não tomem medidas adequadas nas suas relações íntimas, já que, não são orientados sobre a prevenção de uma gravidez, e sim, em grande parte, apenas sobre prevenção de doenças sexualmente transmissíveis. Isso pode ser comprovado, uma vez que, em cada cinco grávidas no Brasil, uma delas será menina-mãe.
Por consequência, esse problema se torna um ciclo social repetitivo, sobretudo, em casos de baixa renda. Tal fato pode ficar evidente por meio de Durkheim, no qual define o fato social como a maneira coletiva de agir e pensar. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que a gravidez entre jovens se encaixa na teoria do sociólogo, visto que tornar comum a gestação na adolescência, faz com que os jovens, em sua maioria, oriundos de uma população carente, adotem isso como normal.
Portanto, o Brasil precisa criar meios para que a gravidez na juventude não seja mais uma evidência. Segundo o filósofo Immanuel Kant, o ser humano é aquilo que a educação faz dele, por isso, para reverter tal quadro, o Ministério da Educação com o Ministério da Saúde deve promover a orientação sobre métodos contraceptivos em escolas, por meio de palestras ministradas por professores de biologia, sexólogos e ginecologistas, a fim de incentivar, esclarecer e sanar todas as dúvidas sobre como evitar a gravidez indesejada. Dessa maneira, a perspectiva é solucionar o impasse.