Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 13/05/2018

Segundo dados do Sistema de Informação sobre Nascidos Vivos, a gravidez na adolescência registrou queda de 17% em 2017 no Brasil. Entretanto, mesmo com essa redução a gestação precoce ainda atinge uma parcela significativa de meninas no país. Nesse contexto, há dois fatores que não podem ser negligenciados, são eles: a ausência da educação sexual por parte das escolas e a influência que essas jovens sofrem por parte do meio no qual estão inseridas.

Em primeira análise, frisa-se que para o filósofo Kant “O ser humano é aquilo que a educação faz dele”. No entanto, nem sempre dentro do plano pedagógico escolar há a inserção da educação sexual, sendo formado um tabu entre professores e alunos sobre a temática. Dessa forma, as jovens não são formadas sobre a importância de esperar a maturidade psicológica e fisiologia para assumir a gestação, bem como sobre os métodos de evitá-la sem planejamento.

Ademais, ressalta-se que em coadunação com o pensamento de Émile Durkheim, o homem é produto da sociedade. À vista disso, é notório que parte relevante das meninas que ficam grávidas precocemente residem em regiões periféricas, presenciando um quado de outras jovens que passam pela mesma situação. Dessa maneira, é evidente que com a sua conduta umas acabam influenciando outras formando um ciclo sem novas perspectivas de vida.

Por conseguinte, para atenuar o número de meninas gestantes, urge as Secretarias de Educação, elaborar mecanismos de orientação nas escolas, por meio de palestras e distribuição de cartilhas, que objetivem elucidar os cuidados necessários na vida sexual. Além disso, é imprescindível que ONG’s, através de projetos sociais realizados nas periferias, como cursos profissionalizantes em parcerias com empresas, possam apresentar as jovens novas perspectivas para suas vidas. Logo, a partir dessas ações espera-se mitigar a evidente gravidez entre as adolescentes no Brasil.