Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 12/05/2018

Indubitavelmente, pouco se discute sobre os riscos que ocasionam a gravidez na adolescência. No Brasil, tal assunto tornou-se foco devido ao aumento da taxa de adolescentes grávidas; segundo a ONU(Organização das Nações Unidas), a taxa mundial de gravidez na adolescência é estimada em 46 nascimentos para cada mil meninas, já no país é 68,4 nascimentos para cada mil adolescentes. Com isso, faz-se necessária uma intervenção de agentes para a resolução dessa problemática.

Nesse contexto, é importante destacar que uma das principais causas da gestação juvenil é a questão da sexualidade ainda ser tratada como um tabu social. Em pleno século XXI, a sociedade carrega consigo crença equivocada sobre o tema, de que informar os jovens sobre contracepção pode encorajá-los a se tornarem sexualmente ativos; o que resulta na falta de informação. Durante a década de 1960, ocorreu a revolução sexual, sendo uma das suas maiores percursoras a descoberta da pílula anticoncepcional; visto que, por ser um meio de prevenção deveria funcionar como forma de prevenção emergencial; porém, não é esclarecido para os adolescentes como ter acesso e a forma correta de utilizar.

Além disso, a gravidez na juventude não trás efeitos apenas psicossociais, mas também consequências irreversíveis na saúde da mãe e do seu filho; como abortos espontâneos, más formações e morte materna; segundo a OMS(Organização Mundial da Saúde) a morte materna é uma das principais causas de morte, principalmente entre entre adolescentes e jovens de 15 a 24 anos na região das Américas.

Logo, torna-se fundamental uma ação conjuntiva de agentes sociais para a resolução do impasse. Portanto, o MEC(Ministério da Educação) deverá implantar em todas as escolas uma reformulação na grade curricular, adicionando o debate sobre o tema nas disciplinas de biologia, principalmente os meios de prevenção para a gravidez. Ademais, a família como o elo mais importante deverá conversar sobre os filhos a respeito da sexualidade, informando riscos, prevenções, e doenças; para que assim, ocorra uma educação sexual não só nas escolas, mas também dentro de casa. Além disso, a OMS(Organização Mundial da Saúde) deverá promover parcerias privadas com a mídia, com o intuito de divulgar os meios de prevenção e informações a respeito do tema. Só assim, o número de grzvidez indesejada sofrerá uma queda no país.