Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 20/05/2018

No Brasil, a falta de recursos financeiros em diversos locais, bem como campanhas governamentais pouco efetivas se apresentam como fatores agravantes do alarmante número de gestações durante a adolescência. Primeiramente, nota-se que a responsabilidade de evitar gestações recai, majoritariamente, sobre as meninas. Concomitantemente, algumas adolescentes almejam filhos impelidas pela visão romantizada vinculada à maternidade.

Certamente, perante uma gestação durante a adolescência, há o julgamento social. Diante disso, muitas jovens sentem-se envergonhadas por sua condição, consequentemente, têm dificuldade para seguir com seus estudos, conseguir trabalho e vivenciar relações tanto no núcleo familiar quanto fora dele. Outrossim, os adolescentes do sexo masculino, além de não enfrentarem maiores cobranças em relação à prevenção das gestações também não têm grandes dificuldades para seguir com seus projetos de vida, posto que não são vistos como principais cuidadores dos filhos.

Por outro lado, muitas jovens almejam a posição social de “mãe” pois vêem nesta “ascensão” a chave para seu reconhecimento através da “maturidade” adquirida por meio deste papel na sociedade ou, até mesmo, para obter cuidados e atenção individualizados. Infelizmente, esta é uma frequente realidade em comunidades financeiramente carentes, locais onde, praticamente, nenhum outro futuro é apresentado à essas meninas.

Indubitavelmente, o ato de evitar gestações e IST’s deveria ser socialmente pautado na co-responsabilidade dos envolvidos. Sendo assim, é improtelável que os governos, em parceria com o ministério da educação, incluam, na grade curricular obrigatória das escolas, aulas direcionadas ao desenvolvimento de uma sexualidade saudável, responsável e desprovida de preconceitos. Desta maneira, as consequências seriam justas para ambos os envolvidos, bem como a responsabilidade de precaução. Assim sendo, certamente o número de gestações indesejadas diminuiria de maneira significativa.

Inegavelmente, a maternidade é muito romantizada em nossa sociedade. Sendo assim, os governos poderiam desenvolver projetos voltados à conscientização quanto as dificuldades e concessões provenientes desta condição. Além disso, os gestores políticos também poderiam continuar criando e divulgado programas, tais como o PROUNI, dessa forma estes adolescentes teriam chances mais equânimes de futuros financeiramente mais prósperos e, dessa forma, evitariam gestações precoces, pois teriam propósitos maiores para sua juventude.