Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 12/05/2018

“Certo dia uma jovem, bem jovem, me disse Fernanda, estou grávida, e agora?”, o trecho da música “Aborto não” da cantora Fernanda Brum relata o sentimento de perca de direcionamento ocasionado na vida de uma adolescente grávida. A gravidez precoce atrai um ambiente de abandono de objetivos, além de consequências indesejáveis à formação biológica e social de uma mulher.

O Estatuto da Criança e do Adolescente define, no artigo 2º, adolescência como a faixa etária de 12  a 18 anos de idade. Dentro dessa faixa, a Organização Mundial de Saúde observou que o índice brasileiro de gestação está acima da média latino-americana. A sexualidade tem sido incentivada por meio musicais, de mídias sociais, bem como pelo fácil acesso à pornografia e consequentemente, observa-se cada vez mais jovens ativos sexualmente antes de adquirirem a maturidade necessária para lidar com os resultados da maternidade.

Vale salientar também a falta de informação acerca das consequências biológicas, visto que o sistema genital feminino somente amadurece por volta dos 18 anos, fato que pode ser citado como uma das causas de morte de  adolescentes relacionadas à problemas de saúde acarretados pela gravidez. Além disso, os cuidados necessário nas semanas gestacionais e nos primeiros meses após o parto elevam índice de evasão escolar.

Guiar o caminho para uma vivência de tudo a seu tempo bem como evitar uma gravidez indesejada constitui um desafio para a família. Nessa perspectiva, ela deve controlar o acesso do adolescente à informações desnecessárias restringindo o uso das tecnologias. Por sua vez, a instituição escolar deve açular o conhecimento do corpo discente promovendo palestras interdisciplinares afim de conscientizar acerca dos métodos contraceptivos e das consequências da gravidez, afinal, a premissa de Gandhi de que a saúde se constitui de atos e pensamentos é verdadeira.