Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 12/05/2018
O filme ’’ Onde Mora o Coração ’’ traz a personagem Novalee Nation, uma adolescente de 17 anos que está grávida do namorado, é vista como uma menina inocente e sem muitas perspectivas, resultado de uma gravidez não planejada e que consequentemente algumas dificuldades iriam surgir no decorrer de sua vida. Desse modo, fora das telas, essa situação não se encontra muito diferente, pois, a Unicef indica que o Brasil tem 21 milhões de adolescentes com idade entre 12 e 17 anos, sendo que cerca de 300 mil crianças nascem de mães nessa faixa etária.
Primeiramente, é imperioso ressaltar que a adolescência é um período da vida rico em manifestações emocionais, caracterizadas por ambiguidade de papéis, mudanças de valores e dificuldades face a procura de independência pela vida. Sendo assim, com uma sociedade cada vez mais precoce e sexualmente ativa, a gravidez na adolescência se torna um alvo fácil de se atingir, na maioria das vezes é encarada de forma negativa do ponto de vista emocional e financeiro dos adolescentes e suas famílias, alterando drasticamente suas rotinas tanto escolares como econômicas.
Ademais, apesar do que muitos pensam, os adolescentes dos dias atuais possuem, sim, conhecimento sobre a existência de métodos contraceptivos, uma vez que informações são fornecidas nas escolas, televisão e até mesmo pela internet. Entretanto, a maioria não sabe prevenir-se de forma adequada, não compreendendo o funcionamento de cada método, utilizando-o de maneira errônea ou, simplesmente, abandonando seu uso por questões pessoais. Com isso, observa-se o aumento de doenças sexualmente transmissíveis além da gravidez na adolescência.
Portanto, diante de fatos supracitados, medidas são necessárias para resolver este impasse. É papel do governo em parceria com o Ministério da Saúde, criar e apoiar programas de prevenção à gravidez baseados em evidências que envolvam vários setores e que trabalhem com grupos mais vulneráveis aumentando o uso de contraceptivos. A escola, como órgão formador do cidadão, deve implementar palestras educativas com o intuito de ampliar o conhecimento em relação as doenças sexualmente transmissíveis e as diversas formas para a prevenção. Por último, faz-se essencial que a família preste total auxílio a seus filhos, aumentando o diálogo com os mesmos, impondo limites e responsabilidade, para que assim amenize a incidência de gravidez na adolescência, tornado jovens maduros capazes de fazer escolhas coerentes e devidamente corretas.