Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 12/05/2018
A Gravidez na adolescência é uma situação delicada presente em várias partes do mundo. No Brasil, muitas meninas estão se tornando mães cedo, e isso acontece por uma série de motivos. Porém, além de terem uma gestação precoce, esse fato acaba gerando consequências emocionais, sociais e econômicas na vida das gestantes.
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o Brasil esteve liderando em primeiro lugar, no ranking de meninas que se tornaram mães entre 2010 e 2015 com 68,4 mil gestantes na faixa etária de 15 e 19 anos de idade. Isso acontece na maioria dos casos, com meninas mais vulneráveis, ou seja, mais carentes, que muitas vezes, pela falta de acesso a informações sobre como se proteger, acabam consequentemente engravidando precocemente. Porém, em alguns outros casos, muitas meninas, acabam se casando cedo, com 15, 16 ou 17 anos, o que também pode gerar a sua gestação muito nova. Isso acontece por motivos religiosos ou pelo fato de muitas vezes, algumas meninas quererem sair de sua casa, com a percepção de quererem dividir um lar com seu esposo e serem ¨donas de si¨. Tudo isso são alguns motivos que estão relacionados com uma gravidez prematura.
Com base no que foi citado anteriormente, o ato de engravidar em uma faixa etária muito baixa, pode oferecer vários riscos de saúde não só para o bebê, mas também, para a mãe, pois muitas vezes não tem o seu corpo desenvolvido completamente, e de certa forma não é totalmente eficiente para suprir toda a gestação. Isso gera uma desestabilidade emocional. Outro problema muito comum, é que durante a gestação, muitas meninas ainda não concluiriam o ensino médio, e consequentemente param de estudar, influenciando futuramente uma dificuldade em conseguir um emprego para poder se manter socialmente e economicamente instável. Além disso, as doenças sexualmente transmissíveis são muito presentes na vida de algumas meninas jovens e, esse fato acaba influenciando na vida no bebê, que em alguns casos acabam nascendo com doenças ¨herdadas¨ da mãe.
Sendo assim, é indispensável medidas capazes de assegurar o combate da gravidez na adolescência. Posto isso, cabe ao Governo se juntar com o Ministério de Saúde, para elaborarem medidas mais eficazes, por meio de programas de apoio nas comunidades, onde as informações não chegam e, também, transmitindo mais propagandas em TVs e outdoors alertando não só os jovens, mas também, os pais. Junto isso, é preciso que nas escolas, os professores em parceria com o Governo possam elaborar um plano estudantil, promovendo palestras interativas que despertem o diálogo entre os alunos e os professores sobre como se prevenir de uma gravidez na adolescência. Só assim, as jovens brasileiras poderão aproveitar de sua juventude de forma mais cuidadosa.