Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 12/05/2018

No documentário “Meninas”, produzido pela diretora de cinema brasileira Sandra Werneck, pode-se acompanhar a história de quatro adolescentes que estão prestes a se tornar mães. No enredo, mostra as dificuldades sociais encontradas pelas futuras mães e a escassa falta de informação sobre a prevenção da gravidez. Fora da ficção, essa realidade é comum no Brasil, afinal, dados estatísticos mostram que a taxa de gravidez adolescente chega a ser de 68,4 % variando a idade das adolescentes entre quinze a dezenove anos. Esse é um dos  principais problemas que o país foi convidado a administrar, combater e resolver.

Sob esse viés, pode-se apontar também como causa do altos índices, o fruto de um preconceito enraizado por parte de alguns pais, que se negam ou receiam  discutir gravidez com os filhos. Mas, em contradição a temática do sexo começa a deixar de ser tabu na sociedade, e casos que podem ser citados como exemplos, são vistos nos inúmeros meios de comunicação, porém não são citados pelos pais que encontram mais dificuldade em falar de sexo, do que de gravidez.

Outrossim, em virtude ao pensamento de John Locke, configura-se uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que grande parte da população, principalmente os adolescentes gozem de informativos,uma vez que os governantes respondem aos anseios sociais e grande parte da população não exige auxilio e assistência, mesmo necessitando deles.

Convém ressaltar, que uma gravidez na adolescência pode acarretar retrocesso na vida escolar dos pais, principalmente da gestante, que passa a ser responsável por si e pelo neném, fazendo com que muitas delas abandonem os estudos e prejudicando-a futuramente. Além de que a maioria dos membros das escolas, não estão preparados para receber um estudante grávida e propor-lhe um ambiente confortável, e nem discriminatório.

Portanto, medidas são necessárias para solucionar o impasse. A fim de garantir redução nos índices de gravidez precoce, deve tornar-se efetivo a parceria do Ministério da saúde com os municípios onde a maioria da população é constituída por baixa renda, oferecendo programas de prevenção a gravidez e projetos de assistência às adolescentes gestantes. Além disso, O Ministério da Educação deve instituir nas escolas públicas, palestras ministradas por psicólogos, projetos culturais com a presença de atrizes influentes na mídia e inserção de filmes que propaguem informações sobre o tema, gerando debates em sala de aula, na presença da família, assim formarão jovens mais atentos e conscientes. Essas são medidas abrangentes que levam a redução da gravidez adolescente no Brasil.