Gravidez na adolescência em evidência no Brasil
Enviada em 12/05/2018
Não é raro encontrar, atualmente, adolescentes grávidas e, em alguns casos, até com mais de um filho. Nesse conceito, destaca-se a imaturidade dos jovens para assumir um papel de grande importância, como o de ser mãe e pai, e os prejuízos que podem causar à sua vida e a das crianças. Diante disso, é necessário encontrar as causas da gravidez precoce, podendo destacar, entre outros fatores, a falta de uso correto das informações e a vulnerabilidade socioeconômica como uns dos principais agentes dessa problemática.
Em primeiro plano, ressalta-se que a dificuldade não é a falta de conhecimento sobre os métodos contraceptivos e sim o mal uso deles. Nesse sentido, observa-se, como uma das principais razões a ideia de que aquilo nunca vai acontecer com ele, o que justifica o grande número de adolescentes grávidas no Brasil, sendo, três nascimento a cada hora de filhos de meninas entre 10 e 14 anos, segundo dados do programa Panorama, transmitido pela TV Cultura. Como consequência, a cada dia mais jovens se veem obrigadas a exercerem responsabilidades de adultos e abandonar a adolescência para cuidar de seus filhos.
Além disso, outro fator que contribui para a gravidez na adolescência é a vulnerabilidade socioeconômica. Nessa perspectiva, ressalta-se que, em alguns casos, as jovens engravidam por vontade própria, a fim de procurar melhorias, porém, a tendência é que a situação se torne pior, tendo em vista que a menina se vê obrigada a abandonar os estudos. Conforme dados do IPEA (instituto de pesquisa econômica aplicada), 76% das adolescentes que tem filhos não estudam e mais da metade não trabalham, agravando ainda mais a situação social dessa menina. Como efeito disso, essa nova família tende a procurar áreas periféricas, estando pré-dispostos a futuramente a criança ingressar na violência.
Torna-se evidente, portanto, que é de suma importância a reversão desse quadro. Logo, é indispensável que as escolas orientem os alunos, através de palestras e aulas temáticas, levando meninos e meninas que tiveram filhos na adolescência para relatar os desafios de criar uma criança, para que, assim, seja possível alertar os alunos sobre as consequências da gravidez não planejada. Ademais, torna-se necessário que o governo crie programas capazes de amparar essas jovens, através de oficinas em que elas possam tirar dúvidas sobre a maternidade, além de creches e oportunidades de trabalho, a fim de ajudar a jovem a continuar os estudos e oferecer melhores condições de vida à seu filho.