Gravidez na adolescência em evidência no Brasil

Enviada em 13/05/2018

Consoante ao poeta Cazuza, ”Eu vejo o futuro repetir o passado”, a gravidez na adolescência não é um problema atual. Desde a década de 1980 o Brasil obtinha elevadas taxas de gravidez precoce. Infelizmente essa vicissitude permanece na contemporaneidade, seja pela de educação familiar, ou pela influência da mídia à sexualidade.

Em primeiro plano, destaca-se a que a falta de educação por parte do grupo familiar, é um dos fatores que predispõe à gravidez na adolescência. Segundo karl Max, “O homem é, em essência, produto do meio”, sendo assim, necessário que a família oriente o indivíduo desde criança, com intuito de evitar transtornos futuros, como é o caso da problemática em questão.

Outrossim, cabe salientar à explicita influência da mídia à sexualidade prematura. É indiscutível que as novelas transmitem cenas sexuais durante horários inapropriados, outro fato relevante são as letras das músicas atuais, como o funk “Surubinha de leve” que felizmente foi censurado, em janeiro de 2018, pela justiça brasileira, por incitar ao estupro.

Logo, medidas são necessárias para alterar esse cenário. É indispensável, que os Ministérios da educação e da saúde em conjunto, promovam palestras para pais de alunos, através de oficinas nas respectivas escolas, com intuito de orienta-los e promover a conscientização da importância de educar seus filhos de forma correta. Cabe também, ao Poder Legislativo, implantar leis, a fim de proibir cenas adultas em horários livres na televisão, como também a proibição de registro de músicas com conteúdos eróticos. Dessa forma será possível minimizar esse revés.